Prefeito ou deputado federal?

Na carreira política, o político usa a Prefeitura Municipal, como trampolim para chegar à Câmara dos Deputados. São muitos os casos de Prefeitos Municipais, bem avaliados nos seus respectivos municípios, que alcançaram a Câmara dos Deputados. 
Mas uma avaliação "fora da caixa" indicaria o oposto. O principal objetivo do político é um cargo executivo e não legislativo. O seu alvo primeiro é a Prefeitura Municipal. Se possível o Governo do Estado. A eleição para deputado federal seria um preenchimento de intervalo, para poder voltar à Prefeitura.
De forma similar o objetivo de um Governador em final de mandato, sem poder ser reeleito, não é ser Senador. Como tal, pode concorrer na eleição seguinte ao cargo de Governador do Estado, sem o risco de ficar sem mandato eletivo.

Ser eleito deputado federal é trampolim para a eleição subsequente de Prefeito. Não são todos, talvez não muitos, mas seriam os mais longevos, alternando Prefeitura Municipal e Câmara dos Deputados. Quando são bem sucedidos nessa trajetória. Em 2016 o índice de fracasso, dos deputados federais que tentaram voltar às Prefeituras Municipais das suas bases teria sido elevado. No caso do Espirito Santo, apenas um conseguiu: Max Filho em Vila Velha. Sérgio Vidigal, apesar de ter sido o deputado mais votado em 2014, foi derrotado por Audifax, que conseguiu se reeleger, em Serra. 

Essa inversão é importante para avaliar as probabilidades de reeleição e, eventual abertura para a emergência de novos políticos. Que não sejam dos "carreiristas" alternando Prefeitura e Câmara dos Deputados. 

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