Cenários dos próximos passos (7)

A classe média

A classe média, como contingente eleitoral, é configurada como classe C. Dentro dela pode ser caracterizado um segmento de pessoas da classe D que ascenderam à C, talvez como C-, ao longo dos governos petistas. Pode ainda ser considerado um grupo C+ que seria de pessoas com renda equivalente ao da classe B, mas que mantém hábitos e valores da classe C. 
Um importante diferenciador é o uso dos serviços públicos, principalmente na saude e da educação.

É predominantemente urbana e alguns dos seus integrantes tem possibilidade de pagar planos privados de saúde, assim como a escola privada.

Ainda que sem grande capacidade econômica de viagens para conhecimento de outras localidades e mesmo de expandir a sua vida dentro da própria cidade, limitando-se ao seu bairro e aos trajetos casa-trabalho, através dos meios de comunicação passam a ter maior informação e consciência política.

Lula ainda mantém muitos votos dentro dessa classe, mas os perdeu em função das revelações de envolvimento com a corrupção. 

Nessa classe não há uma distinção clara entre esquerda e direita, com uma grande confusão entre as dimensões econômicas e culturais (ou dos costumes).

Os cenários indicam uma forte dispersão dos votos, com nenhum dos candidatos conseguindo alcançar 20% dos votos entre o eleitorado dessa classe.


A classe alta

Na classe alta (A e B) há um importante contingente de pessoas que aderem à esquerda por "dever moral". Embora beneficiários reais da desigualdade da renda, se posicionam com um discurso contra essa e a favor da maior justiça social. 

Não aceitam ideologicamente essa condição, mas com poucas exceções, não vão além das manifestações discursivas. Agora também pelas redes sociais da internet. E podem votar num candidato de esquerda. Neste momento são a favor de Lula, visto como o único que tem condições de promover uma redução da desigualdade. 

É uma parcela insignificante do eleitorado, mas pelo seu ativismo tem capacidade de influenciar outros eleitores. 

Mas estará dividida entre os múltiplos candidatos da esquerda, sem dominância de Lula, como ocorreu em outras épocas.

                

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