A não reeleição dos atuais deputados (3)

A utopia de uma total renovação do Congresso Nacional não ocorrerá pela suposta força própria dela. 
É uma visão da opinião publicada, que é apenas uma parte menor do eleitorado e para que ocorra é preciso, acima de tudo, convencer a opinião não publicada a não reeleger os atuais deputados e senadores. 

Uma eventual anticampanha "não reeleja ninguém que já está lá: é tudo ladrão", não terá efeito junto ao eleitorado "cativo" de determinados candidatos. Em função das relações psicológicas estabelecidas. Uma amiga já me levantou a hipótese da chamada "síndrome de Estocolmo" que caracteriza a relação afetiva da vítima com o seu sequestrador. 

O fato é que, pelos antecedentes, muitos dos congressistas atuais, tem um eleitorado cativo que garante a sua reeleição mesmo aquele sabendo ou imaginando que o seu candidato "é ladrão".

Na prática, em 2018 não estarão em disputa 513 vagas de deputados federais, tampouco 54 de senadores. Pelo menos 1/3 já estariam garantidos pelo seu eleitorado cativo (ou sequestrado).

Os novatos terão que disputar os cargos com os veteranos sem retorno supostamente assegurados. Pode haver surpresas. 

Com que mensagens, com que meios os novatos conseguirão conquistar "corações e mentes" dos eleitores não cativos? 

Rede social será suficiente?

(cont)

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