segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Lulismo

lulismo é uma visão de mundo em que o Estado atua para melhorar as condições de vida da população mais pobre, promover as oportunidades de ascensão social e ampliar a capacidade de consumo dos pobres.

Essa visão de Lula tem pontos comuns com o petismo e com a esquerda, mas não são a mesma coisa.

Como Lula iniciou a sua luta pelos seus ideais a partir do movimento sindical operário, foi e continua sendo apoiado pela esquerda. 



O nacionalismo do lulismo, contempla esses elementos, mas dá maior importância ao protagonismo do país, no cenário mundial. O lulismo enfatiza a autoestima nacional.
O nacionalismo de Lula é associado ao emprego em território nacional. 

Mais ainda, a esquerda o vê como alguém que pelo "lulismo" tem condições de reconquistar o poder e colocar em prática os seus principais propósitos: cobrar mais impostos dos ricos e fortalecer o Estado, para uma promotora do desenvolvimento e dar atenção social aos pobres. A visão da esquerda é "robinhoodiana": tirar dos ricos para dar aos pobres. 

O petismo ainda se baseia no movimento dos trabalhadores formais, o que leva à defesa prioritária das conquistas trabalhistas, protegidas pelo Estado. Para eles direitos, para os empregadores e  oponentes, privilégios ou encargos.

O lulismo mantém se associado às teses sindicais, mas não é onde tem as suas principais bases eleitorais. A maior parte dos seus eleitores não são  trabalhadores formais.

Engrossa as fileiras lulistas, são os que fazem barulho, aparecem para a mídia, mas não são decisivos eleitoralmente.

O lulo-sindicalismo ainda adota a estratégia do medo, da conflagração social, com base em carros de som e discursos inflamados. A adesão espontânea tem sido cada vez menor. 

E as ameaças não efetivadas tem mostrado à sociedade que o movimento sindical brasileiro - atualmente - é um cão que ladra muito e alto, mas não morde.

O lulo-sindicalismo não representa os interesses dos trabalhadores por conta própria, formais e informais. Esses estão abertos para novas lideranças, que conseguirem catalizar os seus interesses.

Seguramente não sairá das hostes petistas, tampouco das lideranças sindicais atuais.

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