sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

É o dinheiro, seu estúpido!

Tem muita gente entusiasmada com possíveis candidaturas nas eleições de 2018. Mas a maioria ou quase todos eles esquecem de perguntar ao seu financeiro, com quanto eles podem contar para a campanha.

A ficha ainda não caiu. Mas vai cair e mudará substancialmente as movimentações das candidaturas. Tanto para o MDB como para o PT (sem Lula) não convém ter candidato próprio para a Presidência. Precisam usar o dinheiro para as eleições de governadores e para manter ou aumentar a bancada. Até mesmo, para assegurar maior participação no fundo eleitoral em 2022.

Mesmo os candidatos a deputados federais que estão animados com um candidato próprio do partido para a Presidência, perceberão que esse candidato irá tirar recursos das campanhas deles. 

O DEM, se fizer as contas, não terá candidato próprio. Com 89 milhões, terá que destinar prioritariamente os recursos para o aumento da bancada no Congresso. E terá que acenar com esse montante para atrair deputados atuais de pequenos partidos. Um candidato próprio, reduziria aquela verba para 29 milhões.

O pragmatismo falará mais alto que a ideologia. Essa só prevelecerá nos partidos de esquerda. 




quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Lulismo (3) - Alternativas dos partidos de esquerda

Para as massas oprimidas que os partidos de esquerda pretendem defender, o mais importante é a oportunidade de ascensão econômica e social. Não é a desigualdade. 
Embora seja uma realidade, a preocupação é dos acadêmicos e ideólogos. Não dos "menos iguais".
Eles entendem que para ascender precisa ser com o seu esforço pessoal. 
O que eles querem do Estado é oportunidade. Não apenas assistencialismo.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Ano novo

Bom dia meus amigos e amigas

Hoje, pela tradição brasileira começa o ano. E eu começo o meu octagésimo segundo ano, diante de uma realidade.

A agropecuária-florestal brasileira - de base eminentemente privada - é altamente competitiva mundialmente e é a grande alavanca da retomada do crescimento econômico brasileiro. Tornou-se o principal motor da economia brasileira. O Brasil já assegurou o papel de "celeiro do mundo".

Mas não pode se contentar com esse papel. Tem que usar essa base para tornar o seu agronegócio - como um todo - em mundialmente competitivo e tornar-se:

  • alimentador do mundo;
  • maior supridor mundial de combustíveis de fontes renováveis;
  • maior supridor mundial de fibras naturais. 


Essa é a proposta de projeto nacional, ou projeto Brasil, que apresento publicamente, neste início efetivo do ano de 2018.

Para reflexão e discussão. E conclamo os meus amigos e amigas. Meus leitores e leitoras. Adeptos e desafetos a difundir e discutir. 

Vamos discutir Brasil e não apenas programas de governo de candidatos e medidas macroeconômicas do Estado.




terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Lulismo (2)

O mais importante do lulismo não é a percepção teórica, feita pelos cientistas políticos, mas a sua percepção e introjeção no imaginário popular ou pela memória coletiva.

Presente é uma liderança e personalização humana. Fora de cena, por estar preso, morto ou exilado transforma-se em mito. Como candidato recebe os votos deles (lulistas).

Não sendo candidato, ou saindo de cena, o lulismo como concepção e os lulistas, como aderentes da concepção, permanecerão latentes. Para que seja reavivada é necessária o surgimento de uma outra pessoa que encarne a concepção lulista.

Os lulistas não vêem em Dilma, em Haddad ou em qualquer outro a configuração de Lula II. É uma manifestação quase religiosa.

O petismo tem origem no lulismo, mas ampliou o seu campo, ao incorporar teses de esquerda e visões mais amplas, cujos enunciados não são tão absorvidos pelos lulistas. A visão desses é simples ou simplista: ascender na vida, como consumidores.


Em 2018, o lulismo sem Lula será derrotado. Não conseguirá eleger nem um petista em substituição.

Mas isso não significa o fim do lulismo.

Lula deixará de ser a única referência. Se for e ficar preso, fortalecerá o mito.

A emergência de novas lideranças lulistas não ocorrerá de cima para baixo. Não serão os definidos por Lula. Mas surgirão da base e poderão ser ungidos por Lula.










segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Lulismo

lulismo é uma visão de mundo em que o Estado atua para melhorar as condições de vida da população mais pobre, promover as oportunidades de ascensão social e ampliar a capacidade de consumo dos pobres.

Essa visão de Lula tem pontos comuns com o petismo e com a esquerda, mas não são a mesma coisa.

Como Lula iniciou a sua luta pelos seus ideais a partir do movimento sindical operário, foi e continua sendo apoiado pela esquerda. 



O nacionalismo do lulismo, contempla esses elementos, mas dá maior importância ao protagonismo do país, no cenário mundial. O lulismo enfatiza a autoestima nacional.
O nacionalismo de Lula é associado ao emprego em território nacional. 

Mais ainda, a esquerda o vê como alguém que pelo "lulismo" tem condições de reconquistar o poder e colocar em prática os seus principais propósitos: cobrar mais impostos dos ricos e fortalecer o Estado, para uma promotora do desenvolvimento e dar atenção social aos pobres. A visão da esquerda é "robinhoodiana": tirar dos ricos para dar aos pobres. 

O petismo ainda se baseia no movimento dos trabalhadores formais, o que leva à defesa prioritária das conquistas trabalhistas, protegidas pelo Estado. Para eles direitos, para os empregadores e  oponentes, privilégios ou encargos.

O lulismo mantém se associado às teses sindicais, mas não é onde tem as suas principais bases eleitorais. A maior parte dos seus eleitores não são  trabalhadores formais.

Engrossa as fileiras lulistas, são os que fazem barulho, aparecem para a mídia, mas não são decisivos eleitoralmente.

O lulo-sindicalismo ainda adota a estratégia do medo, da conflagração social, com base em carros de som e discursos inflamados. A adesão espontânea tem sido cada vez menor. 

E as ameaças não efetivadas tem mostrado à sociedade que o movimento sindical brasileiro - atualmente - é um cão que ladra muito e alto, mas não morde.

O lulo-sindicalismo não representa os interesses dos trabalhadores por conta própria, formais e informais. Esses estão abertos para novas lideranças, que conseguirem catalizar os seus interesses.

Seguramente não sairá das hostes petistas, tampouco das lideranças sindicais atuais.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

A quarta revolução industrial é uma falácia (2)

A 4ª Revolução Industrial é uma tentativa da indústria manter a sua importância, mas as principais mudanças no mercado não são as tecnologias que ela alardeia, mas o domínio crescente dos serviços. E a transferência do poder do mercado para o setor terciário e para o consumidor.

Um dos casos mais emblemáticos é o setor de vestuário e calçados, onde a indústria não "empurra" o mercado, mas é "puxado" pelo setor comercial e de marca. O comando da cadeia produtiva está passando para o varejo.

A indústria tem que ir a reboque da líder da cadeia produtiva (ou de valor). O maior valor agregado e pago pelo consumidor não está no material ou na produção industrial, mas na marca. Para a valorização desta, a investe pesadamente no marketing. Que não se limita à publicidade, mas envolve - principalmente - o patrocínio de esportistas talentosos, cultuados pelo mercado.

A 4ª Revolução Industrial é uma tentativa dos países - ditos centrais - de recuperar a produção industrial de vestuário e calçados, para os seus territórios. Em alguns casos pode conseguir, mas não há recuperação do emprego emprego.

A 4ª Revolução Industrial não é uma revolução mundial, embora vá afetar diversas partes do mundo. É uma revolução dos paises desenvolvidos que se desindustrializaram e buscam pela tecnologia se reindustrializar. 

Porém o "resto do mundo" resiste, preferindo manter o trabalho humano, mesmo mal remunerado. 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

A quarta revolução industrial é uma falácia

A dita 4ª Revolução Industrial, amplamente alardeada em todo o mundo, não é industrial, tampouco a quarta. 

Na evolução da indústria (no sentido estrito) mundial, um marco importante foi a associação fordista-taylorista, com a produção em massa e o estabelecimento da linha de produção, incorporada ao imaginário popular por Charles Chaplin. Para alguns determina a 2ª Revolução Industrial. E se sustenta ainda hoje. Incorporando todos os avanços da tecnologia da informação ao conceito básico.

Um elemento negligenciado dessa revolução é uma famosa frase de Henry Ford: "você pode comprar qualquer carro desde que seja um T29, preto". Ou seja, você compra o que eu produzo, não o que você quer. Ou mais, o que você quer não existe: porque eu não o produzo.

Embora esse conceito ainda remanesça entre muitos industriais, a revolução ocorreu nos fins dos anos setenta e emergiu nos anos oitenta com o "toyotismo". Foram várias alterações substanciais, iniciadas em diversos países, mas consolidado pela Toyota que emergiu como uma das maiores montadoras de automóvel, com o seu carro vencedor: o Corolla.

Duas alterações conjugadas foram as mais importantes: o conceito do "on demand", ou seja, sob demanda, a pedido e a redução do tempo entre a concepção e a colocação do carro no mercado. 

O automóvel tinha que ser produzido em massa, com economia dos custos fixos, de forma padronizada. A produção "sob medida" (ou taylor made) era improdutiva e cara. Tinham que ser produtos artesanais.

A Toyota buscou soluções para a compatibilização entre a produção em massa e a personalização. Foi apenas o início, desenvolvido - posteriormente - pela demais montadoras, com a automação industrial, gerando a possibilidade de lançamento de inúmeros tipos e marcas de carros, produzidos em massa, mas com diferenciações. O carro personalizado, desejado pelo comprador, sai direto da linha de produção.

Só foi possível graças à automação industrial, o uso intenso de tecnologia e máquinas. Promoveu uma ampla substituição do trabalho humano pela máquina. Mas a expansão da atividade gerou mais empregos do que as perdas. Com novas qualificações, com novas funções, mas com amplo uso do trabalho humano.

A grande transformação não foi a substituição total do trabalho humano, mas a conjugação homem-máquina. Dai a necessidade de qualificação. O que é diferente de "reciclagem" que é a capacitação do trabalhador para outras funções muito diferentes daquelas do trabalho extinto.


A atividade industrial pode ser desdobada em três grandes categorias: a da transformação, a da "montagem" e a da manufatura.

A primeira envolve - principalmente - a transformação de um bem natural (uma matéria prima) num insumo da cadeia produtiva industrial. Pode ocorrer por processos químicos que transformam a estrutura molecular e geram novos produtos, como por processos físicos que transformam a sua forma.

Os mais conhecidos são a transformação alimentar, como o da cana de açúcar transformada em açúcar ou etanol, o da siderurgia que associa ferro e carvão, para transformação em aço, ou do refino de petróleo, gerando gasolina, óleo diesel e outros. Inclusiva a nafta que vai servir para novas transformações na petroquímica.

Essa indústria envolve inovações tecnológicas constantes, para melhor ou maior utilização das matérias primas (como o caso do etanol de 2ª geração, com a transformação do bagaço da cana) e a automação industrial para automatizar mecânicamente os processos de transformação. Com redução e até extinção - em alguns casos - do trabalho humano. 

A segunda categoria é da produção industrial por sucessivas agregações de elementos ou partes, para montar um produto final, previamente projetado. O mais notório é o automóvel, mas envolve produtos com pequenos volumes de partes, como a fabricação de moveis, ao avião. Este envolve milhares de partes.

Dentro dessa categoria emergiram os aparelhos com elevado conteúdo de tecnologia da informação. Embora sejam um produto de montagem, o mais importante é o chip que recebe, processa e transmite informações. São o caso dos computadores - sejam os pessoais ou de grande porte - como os smartphones e demais equipamentos de telefonia. 

Nessa categoria a automação industrial  domina grande parte do processo produtivo, mas não dispensa o trabalho humano em diversas das suas fases, mas principalmente nas finais.

Uma terceira categoria de produção industrial é da transformação do insumo industrial (ou da própria matéria prima) em formato desejado pelo consumidor. Baseado no formato desenhado ou "mentalizado". É o caso típico da atividade de vestuário que envolve desde grandes produções industriais em massa, como a manufatura artesanal. É ainda a atividade industrial que mais emprega o trabalho humano.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Revolução Industrial: para quem e para que?

Os avanços tecnológicos abrangidos pela 4ª Revolução Industrial são desenvolvidos pela elite mundial para ela mesma. Mudam a sua forma de viver, geram comodidades, reduzem custos relativos, mas são - em geral - caros e inacessíveis para a maioria da população mundial.

O custo maior não é impeditivo para a elite que busca a modernidade a qualquer custo. Está disposta a pagar mais. Não é o que ocorre com a maioria da população, para a qual o preço é o principal fator de decisão da compra.

A vantagem do trabalho humano está no seu custo, o que gera um dilema. Se a remuneração melhorar o trabalhador corre o risco de ser substituído pela máquina ou pela tecnologia.


O principal objetivo das novas tecnologias não deveria ser a suposta redução dos custos pela substituição do trabalho humano. A tecnologia deve ter como principais objetivos, tornar o trabalho humano menos penoso e ajudá-lo a obter maior produtividade. 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Cenários dos próximos passos (9) - Lulismo

Mesmo com a eventual retirada da candidatura Lula, restará o "lulismo", como uma base eleitoral, que muitos políticos tentarão se apropriar.

Lula não tem nenhum herdeiro pessoal, alguém que encarne o lulismo. Entendendo que esse se diferencia do petismo.

A base do lulismo é a melhoria de vida dos trabalhadores, dos mais pobres, propiciando a eles maior acesso ao mercado de consumo. 

Temos reiterado que Lula não é comunista, mas consumista

Foi aumentando as despesas públicas, contando sempre com o aumento de impostos para que os ricos pagassem a conta. 

O impasse da luta de classes ocorre atualmente, porque os de maior renda não querem pagar mais impostos. Principalmente porque os mais atingidos são da classe média. Os de maior renda querem que o Estado reduza as suas despesas correntes. E não aumente os impostos. E essa é a contraposição ao lulismo.

O foco do lulismo não é a desigualdade econômica e social. O objetivo é promover a ascensão econômica dos pobres para poderem consumir mais. E cobrar de "quem tem".

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Cenários dos próximos passos (8)

A estratégia de Lula, com apoio do PT de beligerância com a Justiça, na tentativa de mobilizar a sociedade nacional e mundial, só tem repercussão dentro dos seus adeptos. A cada condenação, a cada derrota, os "lulistas" e "petistas" se convencem mais da versão da perseguição política. Mas a adesão não tem ido além.
Em contrapartida vem gerando forte reação da corporação judiciária, formando um ambiente hostil contrário às pretensões e defesa de Lula. Não terá nenhuma simpatia dos juizes. 
A ameaça de convulsão social pelo impedimento de um candidato que está à frente nas pesquisas, mesmo depois da ratificação da condenação em Porto Alegre, vem se arrefecendo. A perspectiva mais provável é que as manifestações se limitem a pequenos grupos de ativistas. Sem maiores repercussões. 
Diante desse quadro as demais lideranças políticas de esquerda, estão deixando de considerar a alternativa de Lula candidato e estão se lançando candidatos e começando as pré-campanhas. 
Lula e o PT estão ficando isolados e a candidatura em processo de degenerescência continuada. Está acometida por uma distrofia política. Essa não sobreviverá até setembro de 2018. 




sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Millennials e secularis

Os estudos e projeções da 4ª Revolução Industrial tomam o ano 2030 como marco ou meta. Seria o ano em que as inovações estariam plenamente efetivadas.
E uma das razões seria a afluência no mercado dos chamados millennialis, já em segunda geração. 
O segmento que trará maiores alterações, no entanto, deverá ser dos secularis, os atuais da geração x, nascidos a partir dos anos 60, tornando-se idosos em 2030: física, cronológica e legalmente. 
Pelo seu maior crescimento que os milenialis representarão um mercado de consumo mais importante. 
Será o principal mercado dos carros autônomos? Preferirão ser atendidos por pessoas nos bancos e lojas ou só usarão a internet para as transações bancárias e para as compras on-line?
Os secularis serão os grandes promotores da inovação tecnológica ou serão os refreadores dos avanços? Que poderão ocorrer nos laboratórios mas não serão absorvidos pelo mercado?

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Cenários dos próximos passos (7)

A classe média, como contingente eleitoral, é configurada como classe C.
É predominantemente urbana e alguns dos seus integrantes tem possibilidade de pagar planos privados de saúde, assim como a escola privada.
Através dos meios de comunicação passam a ter maior informação e consciência política, o que os leva a ver o interesse público "além de onde a vista alcança", mas fortemente influenciada pelas versões difundidas pela mídia.
Lula ainda mantém muitos votos dentro dessa classe, mas os perdeu em função das revelações de envolvimento com a corrupção. 
Não há uma distinção clara entre esquerda e direita, com uma grande confusão entre as dimensões econômicas e culturais (ou dos costumes).
Os cenários indicam uma forte dispersão dos votos, com nenhum dos candidatos conseguindo alcançar 20% dos votos entre o eleitorado dessa classe.

Na classe alta (A e B) há um importante contingente de pessoas que aderem à esquerda por "dever moral". Embora beneficiários reais da desigualdade da renda, se posicionam com um discurso contra essa e a favor da maior justiça social. 
Ainda são a favor de Lula, visto como o único que tem condições de promover uma redução da desigualdade. 
Mas estará dividida entre os múltiplos candidatos da esquerda, na época das eleições, sem dominância de Lula, como ocorreu em outras épocas.

Janeiro de 2018

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Cenários dos próximos passos (6)

Os trabalhadores assalariados, quer dizer, os regulados pela CLT (celetistas) foram a base inicial da formação do PT e da liderança da Lula. 

Os trabalhadores celetistas perderam a coesão, dos tempos da árduas lutas, nas ruas e nas portas das fábricas, com as melhorias alcançadas durante o Governo Lula: houve criação de milhares de vagas a cada ano. Também se enfraqueceram pelo abandono da luta sindical de muitos líderes que  se aninharam em cargos públicos, com elevados salários.

Os sindicatos e suas lideranças perderam a combatividade, acomodados com as receitas do "imposto sindical". As quais ainda financiam as mobilizações, através da "condução e lanche".

Lula promete reverter as mudanças, revogando a reforma trabalhista e a terceirização, apesar de saber que depende do Congresso. As suas promessas, nem sempre são realistas, mas isso não lhe importa.  O que importa é a sua aceitação pelo eleitorado.

Uma coisa é certa. Ele não tem mais a fidelidade, a unanimidade dos trabalhadores.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Cenários dos próximos passos (5)

O eleitorado potencial de Lula pode ser desdobrado em três grandes grupos:
a) os de menor renda, também caracterizados como pobres. Seriam das classes D e E e parte da C.
b) os trabalhadores formais, a base inicial da liderança sindical de Lula e da formação do PT. 
c) os esquerdistas de classe média e alta que se aliam e apoiam Lula por ver nele um político capaz de promover maior justiça social.
Os primeiros estão mais propensos a aceitar os discursos de Lula. 

Esse eleitorado perdeu confiança no PT em 2016, por conta das revelações do envolvimento do partido e de lideranças com a corrupção, 
Lula tenta uma virada a partir do seu carisma pessoal e recuperar para o PT os votos perdidos em 2016. 
Esse povo só tem um candidato que pode chamar de "seu". É Lula ou ninguém mais.  Não são votos do PT, mas de Lula.
A base do voto é a esperança. E só ele representa uma esperança possível.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Cenários dos próximos passos (4)

Mais uma vez a opção estará em trabalhar com a desinformação do eleitor ou trabalhar com a informação distorcida. O que levará a uma batalha de comunicações.

A versão de Lula/PT para esse eleitor pouco informado e com baixo grau de reflexão e avaliação, será de que Lula não é ladrão, que nada foi provado e ele não se enriqueceu: o triplex do Guarujá não é definitivamente dele. E que a condenação dele decorre de uma perseguição política da elite que, para evitar que ele volte, retome os programas sociais e tribute mais os ricos para pagar esses programas. 

Ele seria uma espécie de Robin Hood que tira dos ricos para dar aos pobres. A maioria da população, principalmente os mais jovens, não tem a menor idéia de quem seja Robin Hood, mas muitos podem aceitar a versão. E como ele tira ou quer tirar dos ricos esses o acusam de ladrão. Mas para os beneficiados ele seria um "bom ladrão", que distribui o produto aos mais necessitados. Sem se "enricar" pessoalmente.

Esse é o ponto crítico da batalha da comunicação. Ele ser o proprietário do triplex do Guarujá, do ponto de vista jurídico pode ser caracterizado comao lavagem de dinheiro. Do ponto de vista político seria um símbolo de enriquecimento pessoal. Nesse caso, ele não seria um "bom ladrão" que "rouba para nós", mas um mau ladrão que se beneficia pessoalmente.

Para o seu eleitorado ele ser ou não corrupto não é o mais importante. O que ele quer saber é se ele está "roubando para nós" ou "roubando para ele".

Lula tenta vender ao seu público que ele não é corrupto, que na linguagem deles não é ladrão. E que as condenações fazem parte de uma conspiração. Muitos acreditam nessa conversa. 

domingo, 28 de janeiro de 2018

Cenários dos próximos passos (3)

A trajetória futura de Lula e do PT estão claramente definidas e serão seguidas, com comando pleno de Lula é condução executiva pela Presidente Gleise Hoffmann e a tropa de choque. 
Estratégia de força se baseia num poder efetivo, que pelo seu temor submete os demais aos seus designios.
Essa é a perspectiva de Lula/PT que se baseia na visão de que ele é o único que pode levar a esquerda de volta ao poder. E que com a divisão entre os partidos, a direita poderá prevalecer. E sem a sua presença a vitória será do centro, com a continuidade do Governo Temer, com sucessiva redução dos direitos dos trabalhadores, preterição dos mais pobres e agravamento da desigualdade social.

Portanto o cenário de Lula/PT é chegar em agosto de 2018 com Lula condenado em instância superior (STJ), com prisão decretada, mas respondendo em liberdade, por força de habeas corpus. E sozinhos, isto é, sem coligação com qualquer outro partido. O que implicará numa redução do tempo de TV e recursos do fundo eleitoral.

O cenário mais provável é que Lula/PT não insistam nas coligações no primeiro turno, acordando o apoio no segundo turno. Nesse as eventuais coligações não alteram o tempo da "propaganda gratuita". 

Haverá forte pressão dos demais partidos de esquerda para a desistência de Lula, mas o mais provável será a sua resistência, a menos que as pesquisas de intenção venham a indicar uma substancial queda de intenções a seu favor.

sábado, 27 de janeiro de 2018

Cenários dos próximos passos (2)

O candidato de Lula à Presidência da República em 2018 é Lula. 
O PT não tem poder de decisão. Quem tem poder de decisão é Lula. E não existe alternativa a Lula. Não existe Plano B, C e até Z.
Não existe alternativa à Lula. Mas ainda existem muitas elucubrações inúteis na busca de uma alternativa que não existe.

O PT não tem votos para a eleição presidencial de 2018. Quem tem potencial de votos é Lula. O PT não tem nenhum outro candidato com o mesmo potencial de votos. E a possibilidade de Lula transferir os supostos "seus votos" é limitada.

E Lula não vê, nem quer ver, ninguém fora ele, ocupando a Presidência da República em 2019, com um PT fraco no Congresso Nacional. 

Para Lula é ele, puxando uma bancada forte da esquerda no Congresso, principalmente na Câmara dos Deputados, ou o PT na oposição, tornando-se mais forte para 2022.

Por isso, se impedido de ser candidato, o melhor é o "eleição sem Lula é fraude", do que coonestar a eleição com um candidato alternativo do PT. Ou apoiando algum candidato da esquerda. 

É Lula candidato poderoso ou "eleição sem Lula é fraude". Esse segunda é o Plano B de Lula e do PT. Não existem outras alternativas. 

Ele quer estar com o seu nome, o 13 e sua foto na urna eletrônica, mesmo sabendo que os votos dados a ele serão anulados.

Será o seu ativo politico.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Cenários dos próximos passos (1)

Condenado em segunda instância judicial penal, Lula e o PT estão seguindo o roteiro anteriormente traçado sem surpresas e assim continuará até o segundo semestre de 2018.

Lula e o PT manterão a sua pré-candidatura à Presidência da República, apesar da certeza de que o seu registro será impugnado e negado pelo TSE. Por razões absolutamente formais e técnicas. 

Manterá a estratégia de contestar a decisão, acusando de ser uma decisão política, com o objetivo de evitar - a todo custo - a sua eleição.

A estratégia é de mostrar à opinião pública uma versão exatamente oposta à realidade. 

O que está sendo julgado é se Lula é corrupto ou não. O caso do triplex do Guarujá é apenas um caso e dos menores. 

Lula quer evitar que a mídia dê destaque ao fato de que ele está sendo condenado por corrupção. Ou em termos populares que ele está sendo condenado por ser um "ladrão".

O seu principal obstáculo está na difusão e aceitação pelo seu eleitorado da imagem de "ladrão".

Essa imagem será altamente negativa, se refletirá na perda de votos e na sua não eleição. 

A sua estratégia de comunicação é de substituir aquela imagem pela de vítima. Vítima da conspiração da "zelite" que está manipulando o Judiciário, para tentar evitar a sua legítima eleição pelo povo. 

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Publicação do dia 8 de janeiro de 2018

São duas certezas em relação ao julgamento do recurso de Lula, em Porto Alegre, no dia 24 de janeiro: ele será derrotado, com a confirmação ou agravamento da condenação proferida pelo Juiz Sérgio Moro, com base - estritamente - em argumentos jurídicos. Por outro lado, com toda certeza a defesa de Lula irá recorrer.

A incerteza está no tamanho e altura da "voz das ruas". Seja em Porto Alegre, acompanhando o julgamento, assim como em outras cidades brasileiras. Com o objetivo de produzir um mártir.

Se a mobilização for ampla, com repercussão nacional, essa será incentivada para pressionar os Tribunais Superiores. 

Caso contrário a candidatura Lula irá desidratar.

Não foi profecia. Apenas um exercício racional de cenário. Depois não perdemos tempo com elucubrações inúteis, para só voltar ao assunto hoje, com a plena confirmação do cenário.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

A estratégia do populismo

O discurso populista tem por base um principio básico da estratégia: para fortalecer a nossa posição e reunir os adeptos é preciso ter um inimigo visível. 
Se não existe de fato é preciso criar, fazer crer que existe. Dai a tônica do discurso populista é nós contra eles. 

No caso brasileiro, dois pré-candidatos à Presidência adotam, com sucesso o discurso populista. Lula, por um lado, tem como inimigo evidente o atual Governo Temer ao qual atribui todas as responsabilidades pelos problemas do povo brasileiro. 

Não lhe importa se verdadeiro ou falso. Escolhido como o inimigo, só é mostrado por elementos negativos. Não reconhece, nem pode reconhecer, qualquer elemento positivo.

Já o outro lado aproveita esse discurso para caracterizá-lo como o inimigo. Lula e o PT seriam os grandes inimigos que precisam ser combatidos. O discurso seria igualmente populista.

Por enquanto o "meio" também caracterizado como centro não adota o discurso populista e não elege - claramente - o inimigo. 

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

O grande equívoco da democracia (8)

O quadro político brasileiro está péssimo e decorre da eleição pelo povo dos políticos atuais. 
A solução não está, como querem alguns poucos, em regimes de exceção para extirpar essa "corja".
As mudanças tem que ser feitas dentro da democracia, com garantia das plenas liberdades, inclusive a de votar mal.
E não se diga que o povo não sabe votar. Sabe votar sim, e tem as suas razões para votar em quem tem votado e poderá continuar votando nos mesmos.
Para mudar é preciso partir de diagnósticos corretos.

Esse equívoco de diagnóstico leva o processo a continuar como está. Para desgosto do mercado e da "zelite".

A opinião publicada está plenamente consciente que a sociedade brasileira está doente e que o "povo" elege quem ela acha que não deveria eleger. São constatações objetivas e irrefutáveis.

Mas ela se recusa a aceitar as causas reais. Inventa causas ilusórias para insistir em remédios ineficazes. 

Se o diagnóstico estiver errado, a medicação estará errada. 

Colocamos aqui uma "segunda opinião" para confrontar com a primeira. Para ser devidamente avaliada e discutida. 

(cont)

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O grande equívoco da democracia (7)

O processo envolve sempre  uma aliança entre o candidato a deputado federal e lideranças politicas locais. Pode ser o Prefeito atual ou o seu concorrente. A parceria envolve o apoio mutuo para eleição de ambos. O candidato a deputado federal promete canalizar as verbas das emendas parlamentares ao Municipio e o político local a angariar votos para a eleição do candidato a deputado. 
Esse é o fundamento que elege a maioria ou a quase totalidade dos deputados federais.

A partir desse elemento fundamental há variantes ou fatores complementares relevantes. A parceria pode envolver recursos financeiros para ambas as campanhas, embora ocorram em datas diferentes. 

Tradicionalmente a política local é dividida entre "nós" e "eles". Antigamente, com poucos partidos, tanto um lado, como outro, tinham contornos partidários mais nítidos. Com a abertura e proliferação dos partidos, qualquer dissidência interna leva o dissidente a buscar outro partido. E sempre encontra espaço.

A habilidade política está na parceria com o "lado certo". 

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

O grande equívoco da democracia (6)


Seja veterano ou novato, defender educação e saúde de qualidade é condição essencial: necessária mas não suficiente. 

A solução, já praticada pelos países mais desenvolvidos é um atendimento universal e de qualidade, com adequada distribuição entre os serviços públicos e privados, de tal forma que o tema saia da agenda política. 

Ninguém precisa defender educação e saúde de qualidade porque essas já existiriam, seriam a situação normal. E com isso o deputado perderia a função de despachante. Deixaria de sê-lo por desnecessidade da atividade. E teria que se voltar para a representatividade. Para as questões mais gerais e com diferenças ideológicas.

Essa condição dos países desenvolvido, no entanto, está longe do nosso horizonte de curto e médio prazo. Ou em termos de calendário: os deputados ainda terão a função de despachante, como a predominante nas eleições de 2018 e 2022. Pode-se esperar alguma mudança evolutiva que rompa em 2026. 


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O grande equívoco da democracia (5)

A pessoa, que em momentos eleitorais, vira eleitor ou eleitora, não vai escolher entre o político de direita ou de esquerda, entre aquele que é a favor ou contra a maior intervenção do Estado na economia. 

A sua decisão de voto não é ideológica. É pragmática.  Ela quer ser atendida, ou ela quer melhorar as perspectivas de atendimento.
Esse processo que domina, na prática, na realidade, embora indesejada e contestada pelos cientistas políticos, tem origem e base na ampla prestação de serviços públicos pelo Estado, principalmente os de caráter social.

Ser a favor de um Estado provedor e quanto maior melhor, dá votos. Ser contra e defender a privatização,  ou um Estado menor, não dá votos. 

Todos defendem um Estado provedor universal, isto é, que atendam a todos que o procure. Mas isso não ocorre na prática: há filas enormes para obter uma consulta num posto de saúde, não se consegue matrícula para o filho próximo da casa, há um fila de espera enorme para obter uma vagas numa creche, etc, etc.

É diante da deficiência de atendimento que entra o político. O político é o meio para "furar a fila". 

E "furar a fila" é um meio indireto de "compra de voto". 

Com as revelações todas sobre corrupção, sobre venda de votos, há um sentimento de revolta contra os políticos, mas isso não resulta - necessariamente - em não votação neles. O que prevalece é uma cultura comum do "jeitinho". É a aceitação de que todo político é assim mesmo. Se aparecer um novo, com discurso de "seriedade", não terá votos se não prometer ser "despachante" (embora nunca vá afirmar isso expressamente).

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O grande equívoco da democracia (4)

Todos os discursos dos candidatos continuarão os mesmos: "educação e saúde de qualidade". O que é isso e como se aplica caso a caso, fica à interpretação ou a imaginação de cada um.

Para que o eleitor deixe de votar no despachante é preciso que ele perceba que o seu despachante é ineficaz. Ele não trouxe ao eleitor o que ele prometeu, ou o que o eleitor esperava. Não trouxe para ele ou para a sua comunidade o atendimento de saúde pública que prometeu.

E, em alguns casos, além do mais, ele é corrupto, "ladrão" e desviou os recursos destinados à saúde.

O descrédito do eleitor com os políticos tem que ser canalizado para a contestação do papel do deputado como despachante de interesses pessoais e locais, em relação aos serviços públicos. 

A constatação de que o deputado não o representa só é importante para a elite.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O grande equívoco da democracia (3)

Dentro da sociedade, o Estado é instituído para estabelecer as regras básicas do funcionamento, governá-la e prover os serviços que atendam às necessidades fundamentais dos seus integrantes. A relação dessas necessidades fundamentais são institucionalizadas constitucionalmente (que é a lei maior), como "direitos dos cidadãos e dever do Estado".

Os políticos são eleitos pela população para estabelecer as regras de funcionamento do Estado, da própria sociedade e administrar a prestação dos serviços públicos considerados fundamentais ou essenciais.

Os teóricos e a opinião publicada, influenciada por esses, privilegiam a valorizam as funções institucionais, mas a maioria do povo, a opinião não publicada - ao contrário - dá total preferência à prestação dos serviços públicos pelo Estado. 

Porém não é uma visão coletiva, posicionando-se pela universalização dos serviços de saúde, de educação integral, de eletricidade e outros. A visão é individual ou comunitária, para que o Estado lhes atenda individualmente. 

A pessoa não está interessada numa discussão ideológica ou técnica sobre a universalização do atendimento básico de saúde, isto é, consultas, exames e medicação. Ela quer e reivindica o seu atendimento. Ela não está interessada em saber se 30 ou 40% da população não são atendidos ou que há 3.000 municípios que não são atendidos. Ela quer ser atendida e que os serviços de saúde no seu município funcionem bem. Ela quer que haja atendimento "até onde a vista alcance". Fora disso o problema não é dela, é dos outros.

Para o político "interesse público" é o do público que ele conhece e por aquele é conhecido. Não é o público nacional e muito menos mundial.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O grande equívoco da democracia - 2

Os formadores de opinião dizem que há uma nova cidadania e que essa vai promover a renovação da Câmara. Existe, mas é restrita. É uma marolinha, não um tsunami. É mais um desejo do que uma avaliação racional, mas que se transformam em mistificação, para manter tudo como está. Ou pior. 

Os ditos formadores de opinião dizem o que o seu público quer ouvir. Não a verdade crua e cruel. Fazem sucesso por vender ilusões que se transformarão em frustrações.

Eles acham e defendem que o eleitor deve eleger bons representantes. Mas não é o que o eleitor - na prática - elege. Ele não elege representantes da sua visão, do seu pensamento, das suas posições ideológicas. Ele quer um despachante que intermedeie junto aos Governos e dentro do próprio Congresso os seus interesses individuais ou da sua comunidade: ter um melhor atendimento pelos serviços públicos, principalmente saúde e educação. 
O interesse público se limita à comunidade local onde vive. Ou até onde a sua vista alcança. Não é um interesse geral de país. 

domingo, 14 de janeiro de 2018

O grande equívoco da democracia (2)

Os formadores da opinião publicada vinham contando uma falsidade que acreditavam ou desejavam que fosse verdade.
De que diante das revelações de corrupção dos políticos, os eleitores iriam promover uma ampla renovação do Congresso Nacional, "varrendo do mapa" os atuais deputados e elegendo uma plêiade de novos deputados, não associados ao modelo atual.

Os eleitores em outubro de 2018 irão eleger os mesmos deputados ou substituí-los por outros da mesma estirpe. A Câmara dos Deputados continuará sendo igual ou pior do que a atual. Uma efetiva renovação não passará de 20%, sendo o mais provável que fique na faixa dos 10%.

Dizer que há uma nova cidadania e que essa vai promover a renovação da Câmara é mais um desejo do que uma avaliação racional. 

Os ditos formadores de opinião dizem o que o seu público quer ouvir. Não a verdade crua e cruel. Fazem sucesso por vender ilusões que se transformarão em frustrações.

Eles acham que o eleitor deve eleger bons representantes. Não é o que o eleitor - na prática - elege. Ele não elege representantes da sua visão, do seu pensamento, das suas posições ideológicas. Ele quer um despachante que intermedeie junto aos Governos e dentro do próprio Congresso os seus interesses individuais ou da sua comunidade: ter um melhor atendimento pelos serviços públicos, principalmente saúde e educação. 

O interesse público se limita ao próprio eleitor e à comunidade local onde vive. Ou onde a sua vista alcança. Não é um interesse geral de país. 

É o dinheiro, seu estúpido!

Tem muita gente entusiasmada com possíveis candidaturas nas eleições de 2018. Mas a maioria ou quase todos eles esquecem de perguntar ao seu...