sexta-feira, 31 de março de 2017

As disputas sobre conteudo local em petróleo & gás

Com FHC foi quebrado o monopólio da exploração e produção (E&P) de petróleo da Petrobras e estabelecido o mecanismo de leilões para exploração dos campos de petróleo, mantidos como de propriedade da União (vale dizer do país).

Com o monopólio, a Petrobras atuava como formulador e executor de politicas públicas. Uma delas era o desenvolvimento da indústria nacional, mediante o poder de compra estatal.

Com a retirada do monopólio, o Estado Brasileiro, representado pelos Governantes e legisladores em exercício dos seus mandatos, assumiu a política pública de fomento à indústria nacional, criando o mecanismo de conteúdo local mínimo nos investimentos na exploração e produção de petróleo no mar.

A indústria nacional (entenda-se empresas com domínio de capitais brasileiros) reivindicava maior participação nos investimentos nas plataformas. 

Essa reivindicação dos industriais era reforçado pelo alinhamento dos sindicatos dos metalúrgicos, tanto dentro das grandes siderúrgicas, como da remanescente indústria naval e do setor de equipamentos mecânicos. 


Ontem ficou claro que o ponto  principal de divergência está nos índices e condições das plataformas, não havendo maiores contestações em relação aos demais itens.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Terceirização e modernização

Terceirização é modernização desde que se aceite a globalização e a organização produtiva baseada na cadeia de valor.


A retirada das restrições à terceirização não irá gerar mais empregos imediatamente. O mais provável é um processo de substituição dos trabalhadores atualmente empregados.

Sem um crescimento de demanda, as empresas não vão produzir mais, e sem maior produção não haverá mais empregos. A terceirização ampla não afeta, de imediato, a demanda. 

Maior competitividade de uma empresa nacional, em relação a uma outra empresa nacional pode significar soma zero. O aumento de produção e de empregos na mais competitiva pode significar menor produção e demissões na menos competitiva. A competitividade tem que ser mundial. Que viabilize o aumento de produção.

A terceirização ampla só terá efeitos sobre a demanda interna se reduzir os preços e provocar o seu maior consumo.

Mas os empresários querem aproveitar as eventuais melhorias de margem, para aumentar os lucros: para repor ou compensar as perdas anteriores, sem reduziu seus preços.

Com essa estratégia de reposição dos lucros perdidos não haverá impactos favoráveis aos empregos. 

quarta-feira, 29 de março de 2017

A terceirização retira direitos?

Os oponentes da terceirização ampla, repetem insistentemente que a lei aprovada pela Câmara dos Deputados retira direitos do trabalhador.

O que é uma inverdade legal, mas influencia milhares de pessoas que são levadas por slogans, sem se preocupar em conhecer melhor as questões. 

Por outro lado, os defensores também apelam para argumentos falaciosos como de que a terceirização ampla irá gerar empregos imediatamente.

É uma guerra de slogans: "Terceirização é precarização" x "Terceirização é modernidade". Meias verdades.

Os trabalhadores tem assegurado por lei uma série de direitos, desde que empregados formalmente. Uma outra lei pode retirar alguns direitos previstos na CLT.

O projeto de lei aprovado pela Câmara, eliminando restrições infralegais à terceirização, não retira legalmente nenhum direito dos empregados, sejam contratados pelos primeiros (contratante original dos  bens ou serviços) como contratados pelos terceiros (fornecedores dos primeiros).


O projeto aprovado não retira direitos. Na prática poderá ocorrer. Poderão ser pontuais ou generalizadas. As posições diante das perspectivas são opostas.

Os defensores do projeto de lei querem a regulação das regras gerais. Os oponentes querem a contenção das exceções.


terça-feira, 28 de março de 2017

A precarização com a terceirização

O problema maior com a terceirização ampla é de determinadas categorias econômicas que hoje são secundarizadas e poderiam passar a ser terceirizadas. O caso principal seria dos bancários.

Os caixas de bancos poderiam deixar de ser contratados diretamente pelos bancos. O serviço de atendimento dos caixas passaria a ser fornecido por empresas especializadas, que contratariam os trabalhadores. Provavelmente com menores benefícios e também com maior rotatividade. 

A "precarização" seria uma redução de remuneração desses trabalhadores. Mas se manteriam na mesma categoria econômica e filiados ao sindicato do bancários.

Com a terceirização ampla, no entanto, poderia ocorrer uma organização horizontal da atividade, com empresas especializadas em fornecimento de atividade de movimentação financeira de varejo. 

Essa empresa especializada garantiria aos bancos, aos supermercados, lojas de varejo, estacionamento e outros o serviço de recebimento  de valores. Com isso essa empresa poderia deslocar o seu empregado para diversas atividades, o que embaralhia a categoria econômica. O que gera forte reação dos sindicatos.

Os sindicatos dos trabalhadores parecem estar mais preocupados em não perder bases, vale dizer, receitas do que na ampliação dos empregos no Brasil. 

segunda-feira, 27 de março de 2017

Impacto da terceirização sobre o mercado de trabalho

A lei aprovada pelo Congresso Nacional, sobre terceirização, na realidade, retira restrições artificiais que foram estabelecidas sobre a sua prática, gerando uma série de contestações que interessa à corporação jurídica do trabalho. 

As restrições à uma tendência global da organização e gestão empresarial geraram confrontos que interessa àquela corporação, mais do que aos próprios trabalhadores. Interessa aos advogados dos trabalhadores supostamente prejudicados, aos advogados dos empregadores, aos juizes da Justiça Trabalhista.   

Os Sindicatos de Trabalhadores e a esquerda - em geral - são envolvidos pela tese de que a terceirização ampla precariza os trabalhadores e o mercado de trabalho.

A terceirização ampla pode - efetivamente - ter influência na condição geral do mercado de trabalho e exercícios matemáticos podem ser usados para sustentar essa tese, como fazem estudos do DIEESE.

O que precariza o mercado de trabalho não é a terceirização, mas o desemprego e a informalização das relações de trabalho.

Uma suposição é que terceirização é sinônimo de informalização. Os terceiros seriam predominantemente informais sem o devido cumprimento dos direitos. Essa é a visão dos sindicatos dos trabalhadores e dos oponentes da terceirização.

A suposição oposta é que a nova lei facilita a terceirização formal e com isso formaliza os que estão na informalidade. Essa é a visão do setor empresarial e do Governo. A ampliação da terceirização favoreceria a formalização.

sexta-feira, 24 de março de 2017

A batalha da terceirização

As empresas capitalistas tem como objetivo principal a valorização e o rendimento do seu capital, caracterizado - genericamente - como lucro. A geração de empregos, para ela, não é um objetivo, mas apenas um meio para alcançar o objetivo principal. É um custo e, como tal, busca a sua minimização. O outsourcing ou terceirização atende a esses objetivos.

Para os trabalhadores o outrsourcing ou terceirização é uma precarização do trabalho. Partindo do nível superior alcançados pelos trabalhadores formais, nas melhores indústrias, o rebaixamento dos níveis salarias e das condições de trabalho, é caracterizado como precarização.

 A terceirização está associada à globalização.  

Sendo um processo global, a resistência à globalização consegue atrasar a sua implantação ou expansão, mas não de evitá-la.

O principal dique de resistência foi estabelecido por uma súmula do TST, em 1993, a partir de conceitos ultrapassados dos modelos de gestão empresarial: a distinção entre atividade-fim e atividade-meio. É uma distinção pré-globalização, é uma distinção da 2ª Revolução Industrial, do modelo de produção fordista. 

Indo contra a corrente, estabelecendo diques, a "classe trabalhadora", associada aos interesses corporativos da classe jurídica trabalhista, conseguiu deter e atrasar a implantação ampla da terceirização. 

A resistência à terceirização ampla conseguiu barrar um projeto de lei de 1998, proposto pelo Governo Fernando Henrique. Conseguiu barrar no Senado Federal um projeto já aprovado na Câmara dos Deputados.

Os defensores da terceirização conseguiram "sangrar" a barragem, com uma "jogada". Desengavetaram o projeto de 1998, já aprovado pelo Senado e conseguiram a sua aprovação sem alterações pela Câmara dos Deputados. Um projeto pior do que em curso no Senado.

Porém a estratégia dominante da classe trabalhadora em se recusar a negociar e se colocar contra, levou à derrota nesse caso.

A barragem da terceirização foi "sangrada". Mas não é uma solução definitiva. Não foi rompida, nem derrubada. Só o será daqui a algum tempo, após decisões do STF de repercussão ampla e definitiva.

Até lá a corporação jurídica trabalhista  lutará pela judicialização da questão. Não será pela oposição à terceirização, e sim pela sua própria sobrevivência. Mas é uma morte anunciada. Postergável, mas inevitável.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Corte na previdência pública ou aumento de impostos para todos

Sem ainda digerir a carne fraca o Brasil enfrenta dois importantes embate no Congresso em torno das reformas previdenciária e trabalhista.

Na Reforma Previdenciária o Governo teria recuado, ao retirar dessa os servidores públicos estaduais e municipais. Não os retirou das regras gerais, mas deixou que os Estados regulem as condições específicas nas suas Constituições Estaduais. 

Teria sido por pressão de congressistas da base aliada, preocupados com as suas bases eleitorais nos Estados. Se foi isso é uma "vitória de Pirro": uma vitória onerosa e inútil.

Seria uma ação personalista, egoista e de impactos duvidosos. Do ponto de vista das contas públicas, será apenas o adiamento das repercussões, o que já está previsto para os servidores federais. O tal "déficit" da seguridade social ou da previdência (no sentido amplo) não vai se alterar até 2018, com ou sem a inclusão dos servidores públicos estaduais e municipais.

Os deputados federais da base aliada rebelados só estão pensando na sua reeleição em 2018 e acham que protegendo os servidores públicos dos respectivos Estados ficarão melhor com os seus eleitores. Pode até ser, mas podem estar caindo na armadilha do Governo.

O que a área econômica do Governo quer mesmo é aumentar - de imediato - tributos. Quer arrecadar mais ainda em 2017, prosseguindo com o aumento da carga tributária pelos anos seguintes. 

Para isso faz um "terrorismo numérico" e só espera derrotas na aprovação da Reforma Previdenciária para se justificar e dizer que diante da não aprovação ou aprovação "desfigurada", o Brasil só tem uma opção: aumentar os impostos.

À pressão dos rebeldes das bases aliadas haverá a pressão oposta dos que não querem o aumento dos tributos. O jogo não é não simples e linear, mas esse é o fundamento principal do jogo: quem vai pagar a conta?

Reduz a conta com os servidores públicos ou todos vão pagar a conta sem redução.

quarta-feira, 22 de março de 2017

O lado feio do agronegócio

O agronegócio só toma conta das primeiras páginas dos jornais, capa de revistas semanais e o maior tempo dos noticiários de televisão quando envolvido em escândalos. 

O setor e o Brasil terão grandes prejuízos, com a irresponsabilidade da Polícia Federal, que fez e está fazendo um grande trabalho de combater a corrupção na Administração Pública.

Mas a forma de divulgação foi - ora amplamente reconhecido - um desastre de imagem. Pela seu estardalhaço e generalização, colocando fraudes cometidas por pequenos e médios frigoríficos com falhas cometidas pelas duas maiores empresas. Não há dúvida de elas cometeram irregularidades, pelos escalões menores.

Pode, no entanto, ter o seu lado positivo. A sociedade está sendo informada da importância do agronegócio brasileiro no mundo, com dezenas de países estabelecendo restrições às importações de carnes e derivados. Não é só a China. 

O setor reagiu mal aos acontecimentos, adotando posições defensivas e de repetição de chavões que a sociedade pouco aceita.

Ainda tem a oportunidade de fazer do "limão uma limonada". Deveria demonstrar a importância da cadeia de valor da pecuária brasileira para a alimentação do mundo, as sucessivas conquistas de mercado, os avanços tecnológicos. O que precisa ser mostrada é a seriedade do seu trabalho. 

Se não o foi totalmente anteriormente, tem que pedir desculpas públicas, mostrar o que foi feito ou está sendo feito para corrigir. 

O que a sociedade brasileira, os consumidores esperam das grandes empresas é um "desculpem a nossa falha". E no caso da JBF é que seus porta-vozes, Tony Ramos e Fátima Bernardes o façam.

terça-feira, 21 de março de 2017

A carne é fraca

Um fato recorrente na história do Brasil foi transformado na "maior operação nunca antes realizada" pela Polícia Federal, gerando grande insegurança na população e graves prejuízos econômicos a empresas e investidores.

A história da indústria da alimentação brasileira registra casos pontuais de adulteração de leite, de derivados de carne, de contaminação de bebidas e outros que vão para as páginas dos jornais e para os tempos do noticiário da televisão e somem pouco tempo depois.

Esta operação teve maior repercussão, pelo desnecessário estardalhaço de delegados da Polícia Federal, na busca dos seus momentos de fama, e por ter atingido marginalmente as maiores empresas brasileiras de alimentos industrializados e grandes exportadoras. 

O mercado mundial é sacudido, volta e meia com a epidemia da "vaca loca" na Europa, da gripe aviária em vários países desenvolvidos, da carne de cavalo em hamburgers na China, e vários outros. 

Em todos os casos, gerando grandes prejuízos à cadeia produtiva dos envolvidos e dando margem à emergência de novos protagonistas. O Brasil se beneficiou dessas epidemias tornando-se um grande, se não o maior, exportador mundial de proteína animal. 

Agora a sua maior epidemia teve mais um das suas áreas reveladas: a corrupção que grassa em toda a administração pública brasileira, evidenciada na inspeção da produção alimentar.

Envolve conluios entre pequenos e médios produtores e fiscais corruptos no sul do Brasil, mas acabou respingando nas duas maiores empresas, 

Há várias dimensões envolvidas no episódio, mas a mais importante é a persistência, a resiliência do modelo de extorsão praticado pelos agentes públicos sobre empresas de menor porte. 

O modelo tem como pano de fundo um Estado altamente burocratizado que em nome da defesa da população, cria dificuldades para agentes corruptos, em seu nome, vender facilidades.

Não há no Brasil, nenhuma empresa 100% regular em relação a todo o emaranhado de leis, decretos, resoluções, portaria e outras normas. Há sempre uma pequena falha que a empresa não atentou, mas o fiscal corrupto sim.

E alguma empresa é vítima desse fiscal, que nunca age sozinho. Sempre se forma uma quadrilha. Não corresponde à totalidade da fiscalização, com grande parte isenta da epidemia, mas há também sempre focos. Em determinadas circunstâncias esse foco se amplia e até se alastra para outras áreas e regiões.

A empresa vítima da extorsão paga a propina ou não tem condições de continuar a sua atividades. Se denunciar, poderá ter o seu momento de fama, mas fica condenado "ad eternum", impedido - na prática - de exercer atividade empresarial.

Iniciado por extorsão, chantagem ou concussão, se consolida e se torna a prática comum. Pode ser revertido a um processo de suborno. 

O modelo é o mesmo, seja com relação às grandes construtoras de obras públicas, como aos pequenos e médios frigoríficos e produtores de derivados de carne. 

O modelo continuou sendo utilizado mesmo depois de deflagrada a Operação Lava-Jato. A Operação Carne Fraca é um dos "filhotes" daquela operação e teve como foco fiscais corruptos inseridos dentro do Ministério da Agricultura. Liderados por funcionários que chegam aos cargos de chefia, por indicações ou apoio político.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Sucesso, sem dúvida, mas não estrondoso

A licitação da concessão dos 4 aeroportos  foi, sem dúvida um grande sucesso, apesar do ceticismo. Mas não foi estrondoso, tampouco é uma sinalização segura do sucesso das próximas concessões fora do setor.
As explicações estão nas estratégias empresariais dos concorrentes que atuam todos num mesmo setor. 

Fraport e Zurich não se interessaram pelo aeroporto de Salvador, que exigia maior volume de investimentos, incluindo obras civis, com a construção de uma segunda pista.
Zurich já presente no Brasil, se ateve a Florianópolis. 
A Fraport se interessou por Fortaleza e Porto Alegre, levando as duas, disputando com a Vinci. No sul houve maior disputa, o que elevou o ágio a 852%.
Já em Fortaleza a Vinci desistiu de prosseguir a disputa, preferindo ficar com Salvador, uma vez que só poderia ficar com uma na mesma região. 
Ela errou na estratégia. Apresentou propostas competitivas para Fortaleza e Porto Alegre, o que levou à disputa a viva voz e excessiva em Salvador. Sem concorrentes poderia ter ganho, sem ágio. Mas achou, iria enfrentar outras propostas. Poderia ter ganho Fortaleza e desistido de Salvador. Comprometeu-se desnecessariamente com cerca de 300 milhões de reais a mais. Errou duas vezes, para satisfação do Governo. Representa a maior parte do ágio. 

Vão levar muito tempo para recuperar os investimentos.

Mas os objetivos delas, pelas declarações dos seus dirigentes, é se posicionar no mercado brasileiro para oportunidades futuras: no mesmo setor. Os prazos das primeiras concessões são curtos e há operadoras precisando vender suas posições e outros aeroportos.

Ainda há joias da Coroa no cofre da Infraero. 








domingo, 19 de março de 2017

Um porto madero incompleto

Recife está aproveitando os investimentos públicos e privados na tradicional área portuária, para buscar a revitalização do seu centro histórico. 

Na área portuária, junto ao Marco Zero reformou e modernizou os armazéns, para instalar lojas e restaurantes, à semelhança do Puerto Madero, em Buenos Aires: o Porto Novo Recife.

Agradável e seguro na parte interna, não oferece as mesmas condições na parte externa. Ao lado de uma avenida de grande movimento, escuro e calçadas irregulares, é inseguro e pouco convidativo para acesso.

Apesar de outras intervenções na Ilha do Recife,  o conjunto gastronômico do Porto ainda não promoveu a revitalização da região. 

A revitalização da região portuária de Buenos Aires, não decorreu apenas do conjunto gastronômico-cultural de Puerto Madero, o ícone mais visível. No entorno foi desenvolvido um grande polo empresarial, com novos prédios para escritórios  - visível na foto ao lado -  e, paralelamente, um conjunto de parques. 

O potencial germinador de um "Porto Madero" depende das intervenções pública e privadas no entorno. No caso do Recife, um dos poucos empreendimentos imobiliários implantados foi envolto por grandes contestações de movimentos sociais e ambientais: as Torres Gêmeas na área do Cais Estelita.  Não teve sequência na modernização imobiliária.

A revitalização da área do Porto do Recife, corre o risco de sucumbir à continuidade da crise econômica. 

sexta-feira, 17 de março de 2017

Aeroportos desnacionalizados

Quatro aeroportos brasileiros de médio porte, foram duplamente desnacionalizados. 

De uma parte foram desestatizados, com a transferência da sua gestão por uma empresa estatal - a Infraero - para empresas privadas. 

De outra, porque todos os novos gestores são empresas estrangeiras, sem a participação de empresas nacionais.  

As concessões deixam de ser vistas, apenas, como uma contratação de obras públicas, segundo nova modalidade, para serem percebidas como uma verdadeira concessão de serviços públicos.

Todas as vencedoras são tipicamente empresas prestadoras de serviços, focadas na gestão e operação de aeroportos. Não são empresas de construção, sejam nacionais, ou estrangeiras. A sua cultura, a sua visão de negócios é de "opex" e não de "capex".


Os resultados do leilão mostram que os investidores estrangeiros estão mais confiantes em relação ao futuro do Brasil, do que os brasileiros. Apesar a superestimação das demandas futuras, apresentadas pelo Governo, a estrangeiras estariam apostando numa demanda ainda maior. 


quarta-feira, 15 de março de 2017

Novidades já esperadas nas novas concessões

Na licitação para a concessão de um trecho rodoviário em São Paulo, ocorreu um dos cenários previstos, embora o não desejado pelo Governo.

As grandes construtoras, direta ou indiretamente, estudaram mas não apresentaram propostas. Apenas uma construtora ficou para a disputa final. 

A vencedora foi um fundo de investimento: o Pátria.

O mercado está mostrando o que o Governo e analistas resistem em reconhecer. Concessão de rodovia não é uma modalidade alternativa de contratação de obra pública.

Concessão de rodovia, como as demais na área de aeroportos, saneamento e outros, são empreendimentos com resultados de longo prazo, nos quais a construção é o investimento inicial necessário para gerar os resultados futuros. Não é o objeto principal da concessão.

A visão predominante do pretendente da concessão é o quanto a operação vai render ao longo do contrato da concessão? E o nível de investimento será avaliado pelos impactos sobre os resultados. 

As obras serão um meio para a obtenção dos resultados. 

Supostamente uma empreiteira ao entrar num concessão teria o interesse em maximizar o volume de obras e a margem sobre as mesmas. 

O foco da construtora é o CAPEX. O do gestor de investimentos o OPEX.

A principal presunção do gestor é de que sem um sócio construtor, o gestor do fundo teria mais opções de contratação da obra, podendo obter valores menores de investimentos.

A mudança do perfil do concessionário tem implicações sobre o projeto.

O fundo de investimentos precisa ter um bom projeto completo para poder ter uma boa contratação da construtora e assegurar o seu cumprimento dentro do orçamento estabelecido. Ele precisa de um projetista que considere todos os aspectos para evitar imprevistos que não só aumentem a necessidade de investimentos, como atrasem as obras e o início dos recebimentos.

Mas ele ficará no dilema de contratar o projeto com o menor preço possível, ou pagar bem para ter mais segurança. 


terça-feira, 14 de março de 2017

A seca não vai acabar nos Grandes Sertões e os Severinos irão rumo às cidades

As águas retiradas do Velho Chico chegarão a açudes existentes e farão a água voltar a velhos cursos d'água que ficaram secos, com as estiagens prolongadas. Os que estão perto desses serão beneficiados, mesmo sem a existência de rede de distribuição. 

Os beneficiários mais imediatos serão as populações urbanas, próximas aos açudes recompostos. Os que ficam mais distantes, nos Grandes Sertões - Veredas, continuarão mostrando as chocantes cenas de familias dependentes de carros pipa do Exército e animais morrendo ou mortos. 

Depois de tanto alarde, em 2018 ficará a frustração de muitos. A água não chegará às torneiras de muitos.

O que deverá ocorrer de fato será a migração de Severino atrás da água. Mesmo que seja para tomar banho dentro do canal.

Ficando na roça, acabará tendo que gastar toda sua bolsa família na compra da água em carro pipa. A alternativa é mudar-se para a cidade mais próxima da água, mantendo plantações, cuidando de bois e bodes, ou simplesmente para sobreviver nas favelas das cidades abastecidas de água, com o dinheiro do Bolsa-Família.

O resultado mais provável não será o fim da seca no Nordeste. Muitas áreas continuarão secas, mas sem população humana e animal. Virarão desertos.

E as pequenas cidades próximas dos açudes ficarão inchadas, com a geração de novos problemas sociais. 

segunda-feira, 13 de março de 2017

O engodo do século

Lula, no seu segundo mandato, lançou um espetaculoso programa de investimentos ao qual seus marketeiros denominaram de PAC - Plano de Aceleração do Crescimento. Na realidade um Plano de Aumento da Corrupção.

A narrativa elaborada foi da solução dos grandes problemas nacionais, com mega empreendimentos. Nenhum outro empreendimento se encaixava melhor na história do que a transposição das águas do Rio São Francisco, para acabar com a seca do Nordeste. Uma mega-obra de grandes volumes de contrato, reclamada pelos políticos e sociedade nordestina e aceita pela sociedade organizada do Sudeste. 

O PAC requeria mega obras que, pelo seu porte, só pudessem ser executados por grandes empreiteiras, com grandes volumes de contrato. Em função desse volume as comissões de intermediação, poderiam ser percentualmente baixas, sem chamar maior atenção. 

Desde o início, apontamos aqui neste blog as intenções reais, mascaradas pela grande ilusão do fim da seca no nordeste e de um impacto muito menor do que o prometido. Por algumas simples razões. A mais importante: para a água chegar às casas das famílias é preciso estabelecer redes de distribuição e é preciso cobrar por ela.

(cont)

sexta-feira, 10 de março de 2017

O MÉDICO E O MONSTRO

O MÉDICO E O MONSTRO, OBRA PRIMA DO FAMOSO LIVRO DE ROBERT LOUIS STEVENSON ( HOJE NÃO TÃO CONHECIDO, PELOS MAIS JOVENS), VEM SE REPETINDO NA PESSOA DE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA. DR.JECKYLL E MR. HYDE. CRIADOR E CRIATURA QUE SE FUNDEM NA MESMA PESSOA.


LULA ( Dr.JECKYLL) , LÍDER SINDICALISTA, FOI PRESIDENTE DA REPÚBLICA. DURANTE SEUS OITO ANOS DE GOVERNO, PROMOVEU MEDIDAS QUE RESULTARAM NUM RECUO DA DESIGUALDADE SOCIAL, NO PROCESSO INCOMPLETO DA ELIMINAÇÃO DA MISÉRIA E DA FOME E NA ASCENSÃO ECONÔMICA E SOCIAL DE UMA " NOVA" CLASSE MÉDIA.
O BRASIL CRESCEU ECONOMICAMENTE, MESMO COM A CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL -CONTORNADA PELO ESTÍMULO AO MERCADO INTERNO- GEROU EMPREGOS E O NÍVEL DE DESEMPREGO CAIU. SEU GOVERNO DE ENTÃO, FOI RECONHECIDO COMO UM SUCESSO! SE REELEGEU, E, AINDA ELEGEU SUA SUCESSORA.

COM RESULTADOS TÃO POSITIVOS, LULA É ADMIRADO POR MUITOS, E CONSIDERADO AINDA O CANDIDATO MAIS FORTE PARA AS ELEIÇŌES PRESIDÊNCIAS DE 2018. AS ENQUETES DE INTENÇÃO DE VOTO, DÃO RESPALDO À ESSA PERSPECTIVA.

MUITOS NÃO CONSEGUEM ENTENDER COMO- COM TANTAS DENÚNCIAS, ELE CONTINUA COM GRANDE RESPALDO POPULAR.

LULA/ DR. JECKILL NÃO É UNANIMIDADE. A OPOSIÇÃO CONTESTA OS RESULTADOS ALARDEADOS, APONTA FALHAS E ADOÇÃO DE MEDIDAS ARTIFICIAIS PARA SUSTENTAR OS EMPREGOS QUE RESULTARAM NO COLAPSO DAS CONTAS PÚBLICAS E OUTROS GRAVÍSSIMOS PROBLEMAS. MUITOS CAUSADOS PELA SUA SUCESSORA.

NÃO OBSTANTE, O DR.JECKILL/ LULA, ESTÁ EM VANTAGEM SOBRE SEUS ADVERSÁRIOS, POR REPRESENTAR A ESPERANÇA DE UMA VIDA MELHOR, PARA MILHÕES DE BRASILEIROS.

MAS, HÁ O OUTRO LULA/ MR. HYDE, QUE SEUS OPONENTES ABOMINAM E TENTAM DESTRUIR.

SOB SEU GOVERNO E DE SUA ALIADA, FOI MONTADO O MAIOR ESQUEMA DE CORRUPÇÃO, JÁ VISTO NESTE PAÍS, COM TOTAL DOMÍNIO DA ECONOMIA DO COMPADRIO.
PARA A OPOSIÇÃO, LULA/ MR. HIDE É O CHEFE MOR DA QUADRILHA, ORGANIZANDO E COMANDANDO EFETIVAMENTE TODO O ESQUEMA.

PARA OS ADEPTOS DE LULA, O QUE OCORREU FOI UM SISTEMA LEGAL DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS EMPRESARIAIS PARA FINANCIAR AS CAMPANHAS ELEITORAIS ORGANIZADO PELO PT, COMO FOI TAMBÉM COMPOSTA POR OUTROS PARTIDOS, PMDB E PSDB E OUTROS MENORES.


SEUS ADEPTOS TEIMAM EM EXPLICAR A PARTICIPAÇÃO ATIVA DE LULA, SEJA DE LIDERANÇA OU OPERACIONAL E, JAMAIS TERIA ELE SE BENEFICIADO PESSOALMENTE....APENAS COM ATENUANTES PEQUENOS " RECUERDOS" .PARA OS SEUS OPOSITORES TUDO ISSO É  AGIGANTADO, RESPALDADO PELOS BILHÕES DE DOLARES E REAIS MOVIMENTADO., MAS DIANTE DOS ESTRONDOSOS ALARDES, OS ADEPTOS EXPLICAM QUE A PARTICIPAÇÃO DE LULA  FOI  DE APENAS ALGUNS " TROCADOS" ! ESSA VISÃO FAZ COM QUE SEUS ADEPTOS E SEGUIDORES NEGUEM PEREMPTORIAMENTE A EXISTÊNCIA DE UM LULA/ MR HYDE.

CONTINUAM O APOIANDO E ACREDITANDO QUE ELE VOLTARÁ AO PODER "NOS BRAÇOS DO POVO", COMO O FEZ GETULIO VARGAS.



quinta-feira, 9 de março de 2017

Os estertores de um modelo econômico


OS ÍNDICES SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA, APONTADOS ONTEM, MOSTRAM OS ESTERTORES DE UM MODELO ECONÔMICO EM ESTADO MUITO " CRÍTICO". MAS SERIA O "FUNDO DO POÇO", COM MELHORAS E CAPACIDADE DE RECUPERAÇÃO, AINDA QUE LENTA.

MELHOROU MAS CONTINUA DÉBIL. QUALQUER INTERCORRÊNCIA, PODE ENTRAR EM COLAPSO APESAR DO OTIMISMO DOS ANALISTAS.  AINDA PREVALECE A ELES A VISÃO RESTRITA AO CIRCUITO MONETÁRIO.  ESPERA-SE QUE O BANCO CENTRAL POSSA REDUZIR OS JUROS E REANIMAR A ATIVIDADE ECONÔMICA, AMPLIANDO O ENDIVIDAMENTO DOS CONSUMIDORES. OS PRODUTORES COM MENOS ÔNUS FINANCEIRO, INVESTIRIAM E PRODUZIRIAM MAIS.

UMA REAÇÃO SUSTENTADA DA ECONÔMICA DEPENDE DE UM SUBSTANCIAL AUMENTO DE SUAS TRANSAÇÕES EXTERNAS, DO SEU COMÉRCIO EXTERIOR, COM AUMENTO DAS IMPORTAÇÕES E, MAIS AINDA DAS EXPORTAÇÕES.

A MEDIDA IMEDIATA É TROCAR O SANGUE CONTAMINADO E VICIADO DO MERCADO INTERNO PELO DAS TRANSAÇÕES INTERNACIONAIS.

NO ANO PASSADO, O CORPO ENFRAQUECIDO DO MERCADO INTERNO FOI AGRAVADO PELA CONTENÇÃO DAS RECEITAS EXTERNAS, PREJUDICADAS PELAS ADVERSIDADES CLIMÁTICAS E QUEDA DAS COTAÇÕES DAS COMMODITIES,

A MELHORA DA ECONOMIA BRASILEIRA EM 2017 DEPENDERÁ  UMA AMPLIAÇÃO DAS TRANSAÇÕES EXTERNAS, COM A ASSOCIAÇÃO DE UMA SUPERSÁFRA AGRÍCOLA E MELHORIA NAS COTAÇÕES INTERNACIONAIS DOS MINÉRIOS. SEM ESSAS A MELHORIA PODERÁ SER EFÊMERA .

A SUSTENTAÇÃO DO CRESCIMENTO DEPENDERÁ DE MAIOR INSERÇÃO DE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS NO MERCADO MUNDIAL.







quarta-feira, 8 de março de 2017

Os mesmos vícios e riscos

O novo pacote de concessões ou privatizações contém os mesmos vícios dos anteriores e corre o risco de fracassar. 
Ao longo dos últimos anos, os Governos tem lançados pacotes com um conjunto de obras, alardeando imensos volumes de investimentos e geração de empregos. 
Pouco se efetiva e ai, alguns meses depois, novo pacote é lançado, retirando aquelas que o mercado não confirmou e incluindo novas. 
O novo pacote está inchado por concessões de linhas de transmissão que, com andamento rotineiro, não haviam sido alardeados. 
A principal novidade é a inclusão da desestadualização das empresas de saneamento, mais do que necessária, já atrasada de muitos anos, mas que levará muito tempo para ser efetivada e irá desempregar mais do que empregar. 
As companhias estaduais de saneamento são um "mico". Estruturadas no período militar e impostas aos Municípios, para alcançar a universalização do saneamento, tornaram-se empresas deficitárias, com excesso de pessoal e acumulação de dívidas junto ao FGTS. 
Em função da crise fiscal dos Governos Estaduais, a área financeira do Governo Federal quer impor a venda pelos Estados das suas companhias de saneamento olhando apenas os déficits. E incumbiu o BNDES de promover o estudo econômico e jurídico dessas empresas, contratando consultorias. 
Para inflacionar o novo pacote de concessões o Governo já incluiu 15 empresas. Das quais poucas se efetivarão nos prazos anunciados.
Os estudos vão mostrar o óbvio. O modelo atual que contempla subsídios cruzados para viabilizar sistemas de água para pequenos municípios inviabiliza econômicamente as empresas. Se desobrigar as empresas de atender sistemas deficitários, esses municipios ficarão desatendidos, requerendo a instituição de um novo modelo. 
Duas experiências recentes mostram os riscos: a privatização da malha ferroviária, ocorrida ainda no Governo FHC, resultou no abandono de milhares de quilômetros de ferrovias em todo o Brasil. Para ampliar o atendimento de energia elétrica, alcançando os pequenos municípios nos grotões deste imenso país, os Governos petistas criaram o "Luz para Todos", cujos subsidios agora terão que ser pagos pelos demais consumidores. 
Sem o equacionamento do atendimento aos pequenos municipios a desestadualização ficará restrita a poucos Estados. Não esquecendo que para sua efetivação há necessidade de aprovação pelas respectivas Assembléias Legislativas. É um empecilho político, que a área financeira pública despreza, mas inviabiliza a consecução.
Ainda na área financeira, os estudos deverão viabilizar soluções para as dívidas da companhias estaduais. Para viabilizar a privatização o Governo Federal terá que fazer um "Proer do Saneamento", assumindo os prejuízos do FGTS com o perdão total ou parcial das dívidas, cujos valores serão menores do que os Estados vão arrecadar com a venda das empresas e pagar dívidas com a União. Na composição final das contas, o Tesouro Nacional contabilizará perdas e não ganhos para melhorar o superávit fiscal.
Um terceiro e talvez mais grave problema está na tarifa. O sistema tarifário atual cobra, em tese, os serviços de água e de esgotos. Mas mal cobre os custos com os sistemas de abastecimento de água. Em Companhias melhores, como a SABESP, cobre parte dos serviços de esgotos: a coleta. Mas não o tratamento. Para isso seria necessário aumentar a tarifa o que implica em reação popular contrária. 
Incluir o programa de desestadualização do saneamento vai movimentar o setor de consultoria e de estudos e pode ter o mesmo destino de outras concessões e privatizações anteriormente anunciadas. 

(cont)

terça-feira, 7 de março de 2017

DORIA E SEU ESTILO- O REQUINTADO LIMPO !

COM MENOS DE DOIS MESES DE MANDATO, COMO PREFEITO DE SÃO PAULO, JOÃO DÓRIA JR. IMPÔS SEU ESTILO PRÓPRIO. QUER DISTINGUIR A SUA GESTÃO DAS TRADICIONAIS. COMO UMA GESTÃO EMPRESARIAL E NÃO POLÍTICA.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DA " BRAND DÓRIA "
1. TRABALHADOR: ACORDA CEDO, COMO SE ESPERA DE TODO TRABALHADOR, TRABALHA MUITO E FAZ SEUS AUXILIARES O ACOMPANHAREM;
2. ZELADOR: CUIDA DAS PEQUENAS COISAS, MAS QUE INCOMODAM MUITO QUANDO NÃO FUNCIONAM. UM ELEVADOR QUE NÃO FUNCIONA É IRRITANTE;
3. HIGIENIZAÇÃO: A IDEALIZAÇÃO DE LIMPEZA DA CIDADE, PENALIZANDO OS SUJADORES, COMO POR EXEMPLO, OS PICHADORES DE RUA.
4. PATROCÍNIO EMPRESARIAL: CONTRIBUIÇÃO PARA UMA CIDADE LINDA.


EM RELAÇÃO AO SEU ESTILO, O DE GESTÃO, TEM SIDO BEM RECEBIDO. SE NÃO HÁ CONTESTAÇÕES HÁ UM CERTO CETICISMO. ESSA CONDUTA SERÁ MANTIDA ATÉ QUANDO ?

OS GESTORES POLÍTICOS DEVEM BUSCAR MAIS A CONCILIAÇÃO E A COMPOSIÇÃO DO QUE O CONFRONTO. DÓRIA PARECE PREFERIR MAIS O CONFRONTO DO QUE A CONCILIAÇÃO. RADICALIZA PARA MARCAR DIFERENÇAS DIANTE DE UMA GESTÃO " TEMER", COM MUITAS COMPOSIÇÕES CONSIDERADAS ESPÚRIAS.

ESSE MODELO ADOTADO POR DÓRIA DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS QUE DÓRIA ESTA LEVANDO À PREFEITURA ESTÁ GERANDO LIMITAÇÕES QUE NÃO AJUDARÃO O PREFEITO EM SOLUÇÕES BEM MAIORES QUE A CIDADE ENFRENTA, COMO POR EXEMPLO, A MÁ QUALIDADE DOS SERVIÇOS DE ÔNIBUS.
A DÚVIDA É: DÓRIA JR. VAI CONSEGUIR MANTER ESSE "ESTILO DIFERENCIADO" QUE LHE DEU MUITA ACEITAÇÃO ATÉ OS 100 PRIMEIROS DIAS E ATÉ O FINAL DO MANDATO ?