terça-feira, 19 de setembro de 2017

O perfil dos novatos (2)

Os novatos estão fascinados com o suposto poder da rede social e se concentrarão no meio virtual. 
Poucos se dedicarão aos tradicionais métodos presenciais. Como visitar pessoalmente os seus potenciais eleitores, tomar um cafezinho excessivamente doce, com eles, comer pastel, ouvir as reivindicações, beijar as criancinhas, etc. 

Mas os veteranos conquistam votos de eleitores, com essas práticas. E como os novatos vão fazer com que esses deixem de votar nos veteranos presenciais para votar neles, que só existem virtualmente para os eleitores?

Um dado preocupante do amplo uso da rede social nas campanhas políticas está nas notícias falsas, nos "fakes" e nas pós verdades.

Os novatos e os renovadores estão contando muito em usar o poder das redes sociais, mas podem ser vítimas de poderosos contra-ataques, experimentando o próprio veneno. A partir de centros instalados no exterior. 

A reportagem publicada no Estadão de domingo, sob o título "Na web, 12 milhões difundem fake news políticas", (17/09/2017, pg A 12) é extremamente preocupante.

(cont)

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O perfil dos novatos

Para efeito de renovação do Congresso não basta que os eleitores não renovem o seu voto a favor dos veteranos, mas que votem em novatos.

Que novatos se disporão a se candidatar? Com que perfil, em que partido e com quais propostas ou discursos? Ou ainda, com que promessas?

Dentro das circunstâncias atuais e que deverão prevalecer ou até se ampliar no segundo semestre de 2018 um discurso comum será contra a corrupção. 

Os candidatos novatos à Câmara Federal apresentar-se-ão ainda como trabalhadores, prometendo abrir mão das verbas adicionais a que teriam direito, caso eleitos, assim como trabalhar com uma assessoria enxuta, reduzindo ao minimo a sua estrutura de gabinete.

Comprometer-se-ão, ainda na fase da campanha à total transparência no financiamento da campanha, rigorosamente dentro da lei. E sem qualquer apelo ao "caixa dois".

domingo, 17 de setembro de 2017

A importância relativa da rede social nas eleições de 2018

A opinião publicada tradicional embala grande esperança na influência da rede social, através da internet, nas eleições de 2018, acreditando que a mesma contribuirá decisivamente para a renovação do Congresso e para a eleição presidencial.

Os números são promissores. O número de eleitores aptos a votar em 2018 deverá estar por volta de 150 milhões. Excluidas as abstenções, cerca de 130 milhões deverão ir às urnas. Os votos válidos deverão ser da ordem de 115 milhões. O número de aparelhos celulares no Brasil já é da ordem de 230 milhões, praticamente um aparelho por habitante. A quase totalidade dos eleitores terá um aparelho celular.

É um dado altamente significante, mas apenas necessário. Não suficiente. 

A condição fundamental é o eleitor se interessar em se informar ou se orientar pela rede. 

Tendo interesse ele terá acesso a um banco de dados, dentro do qual ele irá buscar a informação desejada. As plataformas atuais tem informações demais para cada eleitor.

Não basta que ele tenha um aparelho celular, ou mesmo os aplicativos. É preciso que a mensagem chegue a ele e tenha o poder de afetar a sua decisão. 

As mensagens nunca serão isentas. Elas sempre carregarão um proposito, a favor ou contra. E haverá  muita mensagem falsa.



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Manutenção x renovação

Qualquer movimentação pela renovação do Congresso não pode ficar limitado à apresentação de novatos, para uma suposta ocupação de espaço vazio. O espaço está parcialmente tomado e é preciso retirar, afastar os veteranos, alguns instalados hà muitos anos, com sucessivas reeleições para a Câmara dos Deputados. 

Aqueles que tem alta concentração de votos no seu "distrito" os tem, pela defesa dos interesses locais e, complementarmente, os estaduais. Isso porque seria a visão predominante do eleitor. Ele não teria a visão de que o deputado federal, tem como atribuição principal a discussão, a legislação sobre questões nacionais e não locais.

Em que medida novatos que se disponham a concorrer à deputação federal, com posicionamentos nacionais terão condições de concorrer com os candidatos com promessas de atendimentos específicos do eleitorado local?

O melhor atendimento pelos serviços de saúde é uma reivindicação generalizada e prioritária da população, isto é, do eleitorado. O que pesará mais para o eleitor: promessa de instalação de um novo posto de saúde, ou mudanças e aperfeiçoamentos na regulação do SUS, em âmbito nacional?

As propostas de reformas estruturais, ainda que parciais, levaram o Congresso a ter que se definir em relação à reforma fiscal (EC do teto de gastos), reforma trabalhista, incluindo a terceirização, reforma previdenciária, etc.  

Até que ponto, as posições dos deputados federais atuais afetarão a decisão dos seus eleitores? E quais serão as posições e propostas dos novatos?

Quais serão os pontos principais da agenda dos novatos, para sensibilizar os eleitores?

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Gestor público x privado

Com oito meses de gestão, o competente gestor privado foi submetido a provas como gestor público, na direção da Prefeitura Municipal de São Paulo  e foi reprovado. Está em recuperação, tentando o que não conseguiu efetivar em 250 dias. 
E como sempre busca os culpados. Ainda pode responsabilizar a gestão passada, mas já teve tempo suficiente para fazer as coisas direito. Não o fez por inexperiência e falta de competência na gestão pública.
O problema mais visível está na terceirização pública, na contratação de serviços municipais de empresas privadas para a sua  execução, como manutenção de semáforos, jardinagem e outros já apontados pela mídia, como paralizados.

O processo de compras públicas  é naturalmente lento, mas fica mais ainda pelas exigências burocráticas e pelo jogo de interesses.

Esse é o problema maior que o gestor privado inexperiente enfrenta nas compras públicas de médio porte.

Os novos gestores, imbuidos dos critérios de eficiência, tendem a inaceitar essas condições e a brigar com a burocracia. Sem a devida compreensão do processo. Não percebem que atrás de qualquer exigência estão interesses. E na "briga contra a burocracia", no mais das vezes, perdem.

É o que está ocorrendo com o Prefeito de São Paulo, o está desgastando. E enquanto isso a população paulistana paga pela sua incompetência, ou inexperiência.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

A não reeleição dos atuais deputados (3)

A utopia de uma total renovação do Congresso Nacional não ocorrerá pela suposta força própria dela. 

Uma eventual anticampanha "não reeleja ninguém que já está lá: é tudo ladrão", não terá efeito junto ao eleitorado "cativo" de determinados candidatos. Em função das relações psicológicas estabelecidas. Uma amiga já me levantou a hipótese da chamada "síndrome de Estocolmo" que caracteriza a relação afetiva da vítima com o seu sequestrador. 

Na prática, em 2018 não estarão em disputa 513 vagas de deputados federais, tampouco 54 de senadores. Pelo menos 1/3 já estariam garantidos pelo seu eleitorado cativo (ou sequestrado).

Os novatos terão que disputar os cargos com os veteranos sem retorno supostamente assegurados. 

Com que mensagens, com que meios os novatos conseguirão conquistar "corações e mentes" dos eleitores não cativos? 

Rede social será suficiente?

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

A não reeleição dos atuais deputados (2)

O papel de despachante do político, intermediando o acesso da população mais pobre aos deficientes serviços públicos, pode explicar os votos que consegue nos seus redutos eleitorais: que, teoricamente, corresponderiam a um "distrito eleitoral". Não oficial, mas real. Ou, mal comparando, a uma "paróquia eleitoral".

Mas para que um candidato seja eleito, com base nos votos do seu reduto, precisa ter um grande domínio, que lhe assegure a sua eleição, independentemente dos votos de outras localidades. No caso dos deputados federais, em Estados com grande número de eleitores, como o Rio de Janeiro e a Bahia - já pesquisados preliminarmente - significaria uma votação minima acima de 50 mil votos. 

As razões mais comuns para explicar o votos dos eleitores são a compra do voto. Embora proibida, sempre os políticos conseguem subterfúgios para uma distribuição direta de benefícios aos eleitores. Em alguns casos "são pegos", resultando em cassação de registros e até mesmo de diplomação, se eleitos. No caso da Bahia, com a dispersão de votos, o processo de "compra", pode ser por demais complexo, com custos maiores para a sua gestão, do que dos benefícios. O que tem ocorrido e deve continuar ocorrendo é a intermediação da concessão de benefícios públicos.

Como é uma atividade "oculta" é difícil a sua identificação plena. Usam-se muitos casos específicos, apurados, para a generalização.

A outra razão, essa no campo do desejável, é a identidade ideológica ou programática do eleitor com o candidato. Essa razão, parece ser muito fraca, pouco justificando a escolha da maioria dos eleitores. Resume-se a uma militância, de pouca expressão no conjunto dos eleitores.

sábado, 9 de setembro de 2017

A não reeleição dos atuais deputados

A degradação moral da atual Câmara dos Deputados tem provocado iniciativas para evitar a reeleição dos atuais.

As campanhas tem focado prioritariamente os próprios deputados atuais, o que é o alvo errado. O foco tem que ser o eleitor que vota e elege os deputados indesejáveis: para os outros. Não para os próprios eleitores.

Para isso será necessário atuar diretamente sobre o eleitorado, segundo segmentos diferenciados, particularmente grandes nucleos eleitorais locais.

Por que os eleitores votam nesses candidatos? Qual é a atração que oferecem? Que benefícios propõe?

O que o candidato oferece depende do seu perfil ou da categoria de perfil com que se apresenta perante o seu eleitorado.

Aparentemente a Câmara dos Deputados é dominada quantitativamente pelos deputados com perfil de "despachantes".

São os que atuam na intermediação do atendimento dos seus eleitores e demais de uma determinada comunidade para acesso aos serviços públicos. 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Duas visões diferentes sobre a evolução do PIB

Uma análise de maior prazo, sobre a evolução do PIB mostra as alterações estruturais na economia brasileira. 

Tomando a composição do PIB em 1995,  no primeiro trimestre de 2014, último período que em o PIB apresentou um crescimento, o setor agropecuário mostrou um crescimento 35,4% a mais que o do PIB, enquanto a indústria de transformação, caiu 24,4%. O comércio estava com uma variação 3% a menos que o crescimento do PIB, mas o conjunto de serviços teve aumento de 1,9% acima do PIB.

Do lado da demanda, o crescimento do consumo das famílias foi 4,6% menor que o PIB, enquanto as exportações, apresentaram um aumento de 54,2% acima da evolução do PIB. 

Instalada a recessão, desde 2014, seguindo pelos anos de 2015 e 2016, o setor industrial de transformação decresceu 32,8% abaixo da evolução do PIB, enquanto a agropecuária, cresceu 34,8%. Do outro lado, o consumo das famílias, teve um crescimento de apenas 4,6% acima da evolução do PIB, enquanto as exportações, aumentaram 85,7%.

Significa que do lado da oferta, que equivale ao conjunto da produção nacional, a agropecuária vem ganhando espaço, enquanto a indústria perde. O novo motor da economia brasileira está sendo - cada vez mais - a agropecuária e não a indústria de transformação. 

E, do lado, da demanda o crescimento é puxado mais pela demanda externa do que pelo consumo interno.

Apesar dos números oficiais do PIB mostrarem essa transformação estrutural da economia brasileira, a sociedade brasileira persiste na tentativa de recuperação da economia, mediante a reindustrialização. 

As forças industrializantes ainda dominam corações e mentes dos economistas, dos jornalistas, dos empresários e muito outros, que se regozijam com ridículos aumentos do PIB, enquanto outros países e o mundo - como um todo - caminha a passos mais largos.

Não seria o momento de refletir e discutir se estamos no rumo certo? Ou se devemos buscar outro rumo, mas dinâmico? 

Uma vertente para o futuro do Brasil será o crescimento econômico pela agropecuária, voltada para o mercado externo, suportada por uma eficiente infraestrutura logística.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Os eleitores evangélicos e a bancada evangélica (2)

Os discursos religiosos são os mesmos, mas ao contrário da Igreja Católica, os evangélicos se agregam em múltiplas igrejas. Os adeptos não são fieis a uma igreja específica. Podem migrar facilmente de uma a outra, em função do interesse pelo pastor ou pelos serviços e apoio oferecidos.

Há várias outras conotações, mas o mais importante, para esta análise é que os evangélicos estão mais ligados à importância de ter representantes políticos no Governo, assim entendido legislativo e executivo.

Constituindo uma parcela  significativa do eleitorado, atrai o interesse dos candidatos, seja de forma oportunista, como permanente. 

As pesquisas da Fundação Perseu Abramo (a entidades de estudos do PT) mostram duas facetas importantes da visão dos evangélicos em relação ao Estado. Eles querem um Estado amplo que os atendam plenamente com quantidade e qualidade nos serviços de saúde e educação. 

O que mais querem do Estado não é "esmola", mas oportunidade para crescer e poder viver melhor às custas do seu esforço pessoal. 

Para eles, principalmente os mais jovens, a aspiração é ter um negócio próprio, um trabalho por conta própria, ser um empresário (a) bem sucedido (a): ainda que de pequeno porte.


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

As condições básicas para o desenvolvimento

Três são as condições essenciais para um país se desenvolver, dentro das mudanças ocorridas e em curso no mundo:

  1. ter capacidade física e financeira para investir no crescimento da produção;
  2. ter mercado mundial para essa produção;
  3. ter competitividade nessa produção, pela escala, inovação tecnológica e pessoas qualificadas.

Todas essas condições são preenchidas pela agropecuária brasileira.

Então por que o Brasil não a adota como o motor do seu desenvolvimento, preferindo persistir numa indústria que, cuja capacidade física é limitada, está descapitalizada, não tem escala e depende de inovações tecnológicas externas?

Tem mercado mundial para os seus produtos, mas carece de competitividade. 

Há duas razões principais que se conjugam: uma cultura de dependência do Estado e a resistência corporativa de não perder os benefícios conquistados anteriormente.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O futuro do Brasil é uma volta ao passado?

O futuro do Brasil está no desenvolvimento do agronegócio, mais especificamente da sua agricultura e pecuária. 
Essa perspectiva arrepia muita gente que vê nisso um retrocesso. Uma volta do Brasil antes dos anos cinquenta, quando o motor da economia era a agricultura do café e da cana de açúcar. 
Primeiramente ver o processo como retrocesso é uma visão retrógrada e extemporânea: é de ver a economia moderna, com todas as transformações havidas, pelas lentes dos anos cinquenta. 
A agricultura brasileira é hoje 4.0, com a incorporação sucessiva de inovações tecnológicas. O grão de soja brasileiro tem conteudo tecnológico relativo maior que a quase totalidade dos produtos industriais produzidos no país. A indústria brasileira, em grande parte, ainda está no estágio 2.0, não tendo competitividade mundial, diferentemente da soja, que é a altamente competitiva, pela conjugação de fatores favoráveis e pela intensa incorporação de tecnologia.

A indústria brasileira peca pela falta de eficiência. Tornou-se um motor velho e sem potência. Perdeu condição de puxar ou empurrar o crescimento da economia como um todo. Descapitalizou-se e não tem recursos próprios para se recuperar. Parte da sua renda é apropriada pelo Estado, na forma de tributos.

Já a agricultura está capitalizada, transfere muito pouco da sua renda para o Estado e, dessa forma, é o  motor de dinamização da economia.

Pode não ser a melhor opção, mas é a disponível, no momento. 

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Os perfis dos candidatos (4)

Lideranças partidárias
Nelson Bornier

Lideranças partidárias - principalmente quando eleitos para o Executivo ou participando desses, ou ainda para o poder no Legislativo - podem usar os recursos e máquina partidária para se (re)elegerem ou elegerem seus afilhados políticos. Que podem ser até parentes afins.
Felipe Bornier

Os evangélicos

Os evangélicos constituem uma categoria importante de candidatos, que é superpartidária. Mais do que qualquer outra elege os seus deputados nacionalmente, e se une dentro do Congresso, independentemente do partido. 

Dá a base para uma nova organização do sistema político, que enfraquece os partidos. Formam alguns partidos, como o PRB, o PSC, mas os integrantes da bancada estão em todos os partidos. 

Envolve alguns campeões de votos, como o Pastor Marco Feliciano em São Paulo. E apoia outros campeões, como Celso Russomanno, também em São Paulo. Mas a maioria se elege com forte base local.

Os evangélicos pela sua "visão de mundo" e ação social conquistaram espaços junto às populações mais pobres, desalojando a influência dos partidos, lideranças e políticos de esquerda.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Na Bahia tem disso não!

Todos os deputados federais da Bahia, com uma única exceção, foram eleitos estadualmente, e não "distritalmente". Diversamente do que ocorreu no Espirito Santo, no Rio de Janeiro e também em São Paulo. Esse, demonstrado por estudo feito por Orjan Olsen e divulgado pelo Estado de São Paulo (28/08/2016): "Deputados de SP já tem "voto distrital".

A Bahia seria o paradigma dos oponentes do regime eleitoral vigente (o proporcional) assim como da proposta do "distritão". O custo da campanha é cara, requerendo do candidato grande apoio partidário e locomoção por muitas cidades. Para poder conseguir, pelo menos, míseros 1000 votos.

E se o regime fosse distrital, a composição da bancada seria inteiramente diferente. 

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Os perfis dos candidatos (3)

O populista

Procura conquista o eleitor pelo discurso. E muitas vezes o consegue, com o seu carisma e promessas. Das quais só cumpre uma parte.

O populista não tem força partidária. Quando muito é ele que gera a força partidária. O populista é - essencialmente - personalista e idolatrado pelos seus seguidores.

O neopopulista, usa as modernas ferramentas de comunicação: a rede social, para difundir a sua imagem. João Dória Jr é o caso mais recente. 

Uma característica adicional do populista: a capacidade de eleger terceiros, com base no seu eleitorado. Lula elegeu Dilma e Garotinho a filha.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Os perfis dos candidatos (2)

O despachante

Ao longo da história política brasileira os deputados foram assumindo, cada vez mais, o papel de despachante de interesses particulares, grupais ou comunitários.

Foi perdendo a função legislativa, assumida pelo Executivo, deixando-lhe o papel apenas de homologação das propostas do Executivo. Nesse processo inclui nos projetos, emendas, adendos e outros "penduricalhos" para atender aos interesses particulares.

A par da perda da iniciativa legislativa, os congressistas - tanto os deputados, como os senadores -  foram desenvolvendo a atividade de intermediação de interesses particulares em dois níveis: um em Brasília, tanto no Congresso, como nos órgãos públicos centrais e outro nas suas bases eleitorais.

O despachante das camadas mais pobres é o de maior importância eleitoral. São os candidatos que percebem que a aspiração do eleitorado pobre - que a sua maior parte - não é a representação ideológica, mas o melhor atendimento pelos serviços públicos. E também dos programas assistenciais.

Então, monta todo um sistema para intermediar esse atendimento, o que satisfaz o eleitor. E ganha o voto dele, dos familiares e, eventualmente, dos vizinhos e amigos.

Os instrumentos que o deputado federal despachante dos interesses das comunidades usa, preferencialmente são a emenda parlamentar para melhorias públicas no seu eleitorado local e o loteamento de cargos, no qual interessam os lotes regionais e locais onde possa ter influência, para a sua atuação como despachante. 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Os perfis dos candidatos

Para o Congresso, mas principalmente, para a Câmara dos Deputados, estarão concorrendo 6 principais categorias de candidatos:
  • os "programáticos" ou "ideologistas";
  • os classistas, corporativistas, tribalistas e outros;
  • os despachantes;
  • os populistas;
  • os evangélicos;
  • os "caciques" partidários.
Os progrmaticos são predominantemente de esquerda. Defendem ideais e programas. E conquistam os votos dos afinados com as mesmas.

Os programáticos de direita ainda não definiram um programa ou ideologia consistente. Ainda são mais anti do que pró: são contra a esquerda, o petismo, o luluismo, etc . A social democracia que seria uma terceira via, só tem como ideário consistente, mas contraditório, a redução do tamanho do Estado. E uma posição operacional de disciplina orçamentária (fiscal).

As propostas ideológicas tem demonstrado pouca densidade eleitoral, com baixo poder de sensibilização dos eleitores, mesmo dos adeptos.

Os classistas são candidatos (deputados, quando eleitos) que defendem os interesses específicos de uma determinada classe ou corporação profissional, grupos ou coletivos. 

Vão de um Jair Bolsonaro que defende as visões e interesses da classe militar, ao seu oponente Jean Wyllys, que representa a comunidade dos gêneros alternativos.

Esses são mais conhecidos por uma atuação mais agressiva e representarem comunidades com grande volume de eleitores e adeptos.

Outros representantes corporativos não tem a unanimidade da classe ou essa não tem grande expressão eleitoral, sendo insuficiente, por sí só, para eleger um deputado federal.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Os eleitores evangélicos e a bancada evangélica

O crescimento da população evangélica, principalmente nas camadas da população mais pobre e dentro delas dos jovens, vem se refletindo no eleitorado. O resultado efetivo tem sido o aumento progressivo da chamada bancada evangélica ("da bíblia"), no Congresso Nacional e influência crescente nas eleições majoritárias.


O dado preliminar de pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo (um braço do PT) é impactante e fulminante na contestação da versão dominante na opinião publicada. Nos movimentos de rua, contra e a favor do impeachment de Dilma, a predominância dos participantes era de mais de 40 anos e de classe média. Na marcha por Jesus, com volumes muito superiores de marchadores, a predominância é dos jovens.

O crescimento da população evangélica estaria ocorrendo pela ação das igrejas de uma vida presente e terrena, menos sofrida, oferecendo conforto "material" e espiritual. O material não é apenas de bens, mas também e, principalmente, de serviços de saúde. A aspiração aos bens de consumo não é considerado pecado, mas aceitável. Enriquecer não é condenado. É até desejável e admirado.
O espiritual viria de propostas de redenção, de renascimento pós morte terrena. Os conceitos de céu e inferno, a presença de Jesus x Satanás estão mais presentes do que na Igreja Católica. 

(um parênteses: a maior ameaça aos crentes é a presença do diabo, que se infiltra dentro das pessoas e as leva às práticas indevidas e ao sofrimento. Satanás é vermelho, está cercado de vermelho como é a bandeira dos partidos de esquerda).

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Renovação ou não com o Distritão

Uma das principais críticas ao distritão é que este reduziria ou impediria maior renovação da Câmara dos Deputados, em relação ao sistema atual.

Os indícios são de que poderá haver um grande nível de renovação na bancada carioca.

Seja no sistema atual (proporcional) como na mudança proposta de "distritão". 

Dos cinco campeões de votos apenas 1 teria perspectiva certa de retorno. 

No subgrupo, com votos acima de 100 mil em 2014, o PMDB que elegeu três deputados, poderá ter problemas para a reeleição dos mesmos. 

Os deputados da bancada evangélica, poderão ser reeleitos, pelo eleitorado dos fieis. São os com melhores perspectivas de reeleição.


Todos do grupo que obtiveram acima de 50 mil votos e menos que 100 mil, entre eles Rodrigo Maria, que não tem forte base local e regional irão depender de recursos financeiros e apoio partidário para sua reeleição.

Em termos gerais a perspectiva é que o sistema proporcional atual seria mais favorável à reeleição dos atuais, em função do apoio partidário. 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Estratégias diferenciadas com o "distritão"

Os cenários da reeleição de Glauber Braga, do Psol, mostram bem as  diferenças de perspectiva entre a manutenção do sistema proporcional, vigente atualmente, e o "distritão", ora em discussão na Câmara.
No sistema atual, Chico Alencar e Jean Wyllys podem puxar votos para eles e carregar um ou mais deputados do partido ou eventual coligação de esquerda. 
Com mais os votos de legenda, Glauber Braga, a partir da sua base em Nova Friburgo e mais a estrutura e ação partidária no Rio de Janeiro, poderia ser reeleito.
No "distritão", apenas com os seus votos em Nova Friburgo e entorno, sem uma estrutura partidária nos demais, dificilmente seria reeleito. A sua base local seria insuficiente para chegar sozinho aos 46 mais votados. 

Quais mudanças estratégicas terão que fazer os partidos e os candidatos, diante das novas regras, caso venham a ser aprovadas?

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Os sob maior risco de não reeleição

O terceiro bloco ou grupo dos deputados federais eleitos pelo Rio de Janeiro é daqueles que mesmo com menos de 50 mil votos individuais, foram eleitos favorecidos pelos quocientes partidários e, principalmente, pelas coligações dos pequenos partidos e votos de legenda. Esse grupo seria o mais afetado com a eventual introdução do Distritão. 

Com esse os partidos terão que focar a eleição do "grupo do meio" (os acima de 50 mil). Não será prioridade dos partidos a acumulação de votos nos campeões. Tampouco interessaria em promover centenas de pequenas candidaturas para melhorar o quociente partidário. 

O sarrafo deverá subir. Para ultrapassar e ser eleito, o candidato deverá ter - em 2018 - pelo menos 50 mil votos. A maior parte dos 16 desse grupo não deverá voltar ao Congresso.

O Rio de Janeiro oferece um amplo campo para renovação de nomes na sua bancada. 

O cenário mais provável é - com ou sem distritão - o fortalecimento maior da bancada evangélica, infiltrada em múltiplos partidos. 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Lideranças sem muitos votos

No grupo dos deputados federais eleitos pelo Rio de Janeiro, em 2014 o bloco intermediário dos que tiveram menos de 100 mil votos, mas acima de 50 mil estão as figuras com maior visibilidade na mídia, pela liderança na Câmara pelas suas ações e posições.

O deputado que se tornou mais proeminente, desse conjunto é Rodrigo Maia, que eleito com 53.167 votos, o 29º colocado e único do DEM, ascendeu a Presidência da Câmara dos Deputados. 

O PT não teve nenhum campeão de votos, em 2014, sendo o mais votado Alessandro Molon - 87.003 votos - que tem ganho visibilidade, promovido pela Rede Globo. Migrou para a Rede, assumindo a liderança do partido na Câmara. Do ativismo de esquerda está Jandira Feghalli, do PC do B, mas plenamente associada ao PT.


O decano da Câmara dos Deputados, Miro Teixeira está nesse grupo. Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson lidera o PTB, que fez parte da coligação liderada pelo PMDB. 

Três nomes do "baixo clero" que emergiram no cenário político, em função da cobertura da mídia aos trabalhos de Comissões, estão dentro desse grupo II: Hugo Leal, Celso Pansera, da tropa de choque de Eduardo Cunha e Sérgio Zveiter, 


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Melhor ou pior do que?

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou uma mini-reforma política que contém duas mudanças principais:

  • a criação de um fundo eleitoral em relação ao qual há um razoável consenso dentro da Câmara e forte oposição da opinião publicada;
  • a mudança do sistema eleitoral substituindo o proporcional, com coligações e sem clausulas de barreira, por um sistema apelidado de "distritão". 

A proposta do Distritão tem recebido muitas críticas de parte da opinião publicada, através de colunistas na mídia, mas todas enviesadas ou contaminadas por visões preconcebidas.

Iniciamos aqui um debate e para seguir nessa discussão, a primeira pergunta é no que o Distritão é melhor ou pior do que o sistema atual.

Alguns parâmetros são importantes para a análise: a organização ou fortalecimento partidário, os custos das campanhas, a renovação ou não da Câmara dos Deputados.

O sistema atual, de eleição proporcional, em que são contados os votos do partido (ou da coligação partidária) para a eleição dos deputados, através da formação do quociente partidário, em tese (ou teoria) fortalece os partidos.

O distritão, também em tese, conduziria ao domínio das pessoas, dos candidatos, em detrimento dos partidos. 

Não havendo mudanças complementares, os partidos seriam necessários apenas para registrar o candidato, pois não é permitida a candidatura avulsa, e iriam suprir os recursos para as campanhas individuais.

Na prática a importância partidária é desigual. Os partidos de esquerda, principalmente, o PT tem tradicionalmente uma importante participação dos votos de legenda. Os partidos como posição mais programática, tem maior importância perante os eleitores. Já outros, tanto grandes, como o PMDB ou médios (que formam o centrão) e os nanicos funcionam como legendas para os candidatos poderem se apresentar. Esses não seguem nenhuma orientação partidária ou mantém fidelidade. Baseiam a sua eleição na sua capacidade pessoal de angariar votos. 

O sistema atual dá ainda alguma importância aos partidos. O distritão menos. Neste os votos aos partidos, sem nominação do candidatos, não seriam computados. Seriam "desperdiçados". 

Isso afeta também os partidos novos que se organizam com base em propostas e sem ter nomes muito conhecidos, acreditam na força da legenda.

Neste sentido, o sistema proporcional atual daria melhores condições para a renovação, enquanto o distritão, tolheria a renovação.

Mas isso depende dos objetivos e das estratégias desses partidos, que são diferentes dos tradicionais de esquerda.

Os partidos de esquerda tem objetivos de manter posições já conquistadas. O PT é uma das maiores bancadas na Câmara Federal e não teria nomes "bons de votos" para manter aquelas posições. Poderia conseguir com o voto de legenda, associando às eleições presidenciais e governamentais. Teria condições de obter melhores resultados com o sistema proporcional atual do que com o distritão. 

Por essa razão é contra o distritão. Para não escancarar os seus interesses, usa argumentos inconsistentes como a de que o distritão só é adotado pelo Afeganistão e outros pequenos países. É pura mistificação, embalada com papeis acadêmicos e supostamente científicos. É uma apelação na falta de uma análise consistente. 

As razões objetivas são muito claras, embora escamoteadas. Ganha mais, ou perde menos com o sistema atual, do que com o distritão. 

Da mesma forma para os favoráveis à renovação da Câmara dos Deputados, o voto partidário seria preferível ao domínio total dos votos personalizados.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A visão do eleitor


O eleitor real não é aquela figura idealizada pelos cientistas políticos e por outros que o desenham como uma pessoa que vota num representante. Alguém que o represente nas Casas de Poder, os seus ideais, os seus sonhos, as suas "visões de mundo". 


As pesquisas dizem que a maioria dos eleitores não se sente representado pelos políticos. Mas cabe indagar: o eleitor que votou em Tiririca o fez para ser representado por ele? Representado no que? 

Ainda que com menor interesse generalizado, o eleitor quer saber se o seu voto elegeu o candidato. Se elegeu se dá por satisfeito. Se ele não foi eleito se dá por perdido. 

Não é bem assim. O eleitor vota em um e pode eleger outro. 

Essa manipulação do voto do eleitor, pelo sistema proporcional, tem sido o principal argumento dos defensores do "distritão". 

Nesse sentido, o distritão é mais representativo e democrático do voto do eleitor. Desde que a eleição seja personalizada. Isto é, quando o eleitor vota num candidato, pessoa física. 

Para o eleitor o distritão é um sistema mais simples. Atende melhor o seu voto.

Então por que tanta rejeição e oposição da opinião publicada contra o distritão? Porque, por outro lado tem muitas inconveniências. 

Mas a razão principal seria uma visão do eleitor como hipossuficiente. Ele não teria consciência política e seria manipulados pelos políticos. 

E, na visão dos opositores do distritão, este ampliaria o poder de manipulação, reelegendo-se com os votos deles. 

O distritão criaria ou ampliaria restrições para que o eleitor viesse a escolhe novos candidatos, novos políticos, não comprometidos com os velhos esquemas, promovendo a renovação do Congresso.





segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Bom ou mau para quem?

O modelo do distritão enfraquece os partidos. Mas não se pode desconsiderar que qualquer modelo regionalizado tende a fortalecer a escolha personalizada e não partidária. Incluindo nesse caso o sistema distrital puro. 

O modelo proporcional é o que melhor compõe a escolha da pessoa e do partido, a partir da decisão do eleitor. Mas continuará a situação em que o eleitor vota num candidato, mas o eleito pode ser outro. 

Por essa razão se propõe o sistema misto: o eleitor votaria duas vezes: uma vez num candidato e outra vez no partido. E as as vagas do partido seriam ocupados pelos escolhidos pela direção partidária ou eleitos pelos filiados.

Apenas para reflexão e discussão: por que não então o "Distritão Misto"?

A escolha do modelo ou as suas mudanças não decorrem das suas virtudes ou defeitos intrínsecos, mas de como eles se ajustam aos seus interesses. 

O que pode envolver equívocos de avaliação.

Os atuais deputados vão começar a fazer contas simuladas, mas baseadas nas suas visões da realidade brasileira, da sua base eleitoral e lideranças partidárias.

Darão idéia sobre em que modelo ele tem maior chance de reeleição: no sistema atual ou no distritão? 

O seu voto pela reforma política será determinado pelas perspectivas de reeleição. O resto serão meros discursos para explicar a posição. 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Complexo de vira-lata

Se o Brasil adota medida que outros países já adotaram é considerado como atrasado. Se adota medida inusitada ou que poucos adotam, é jabuticaba.
Não se analisam as medidas ou mudanças em relação à realidade brasileira.

Como toda escolha tem vantagens e desvantagens. E essas, na maior parte dos casos, são baseadas em suposições. E nas lentes pessoais. 

O distritão é um mecanismo simples, em que o eleitor vota num candidato e esse, se estiver entre os mais votados da quota do Estado, estará eleito. Não ocorrerá a situação atual em que o eleitor vota num candidato e poderá estar elegendo outro. No sistema atual pode ser até de outro partido. 

Por outro lado, o Distritão promoveria um grande "desperdício" de votos. Hoje parte dos votos dos não eleitos, serve para "engordar" o quociente partidário, a partir do qual, candidatos fora dos mais votados se elegem. Esses não teriam qualquer valor no modelo do Distritão. Como não teriam num modelo distrital puro. Nesse cada distrito só elegeria um candidato. 

Em qualquer sistema eleitoral, votos dos derrotados são perdidos. Não são desperdiçados. 

Um desperdício efetivo, na comparação do sistema proporcional atual e o distritão é dos votos dos "campeões de votos" também caracterizado como "voto Tiririca" cujo excedente pessoal em relação ao quociente partidário, serve para eleger outros do mesmo partido ou coligação, mesmo não estando entre os mais votados. É a principal distorção apontada no sistema atual, que o distritão corrigiria. Resolve um problema e gera outros.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Um país com Estado fraco (4)

Com o desvendamento do esquema de captura e conluio dos empreiteiros com a cúpula politica, iniciou-se um processo de confronto entre poderes, com o Ministério Público e o Poder Judiciário numa batalha para acabar com a corrupção pública e afastar do Poder Executivo e Legislativo os políticos envolvidos no esquema. E esses se defendendo para se manterem no poder. 

Esse confronto no seio do Estado, entre os seus poderes o paralisou e o enfraqueceu.

Dentro desse quadro de confronto interno entre poderes, o Estado Brasileiro está fraco, com um Executivo sem poder efetivo e sem recursos orçamentários. Um legislativo também sob ameaça dos demais poderes e seus membros já mais interessados em se reeleger em 2018. 

Não é apenas o Executivo que está fraco. E o Estado Brasileiro, como um todo, que está fraco. O único setor que procura-se mostrar forte é o das autoridades econômicas, com o apoio do chamado "mercado", isto é, com o conjunto dos agentes econômicos privados. Mas também sem força política suficiente.



Um Estado fraco pode ser a oportunidade para a sociedade assumir o seu protagonismo e se desenvolver independentemente do Estado.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Um país com Estado fraco (3)

A captura mais ampla do Estado foi das corporações dos servidores públicos que  - com base na obrigação e atribuição de exercício do serviço público - acumularam, ainda que legalmente, um conjunto de benefícios pessoais, que se caracterizam como privilégios, diante do resto da sociedade. Mas para eles são direitos próprios das suas atribuições.

Esse conjunto de benefícios ou privilégios consomem a maior parte dos recursos orçamentários públicos e são responsáveis pela sucessão de déficits públicos. O seu volume supera em muito o capturado pelos outros grupos. Supera, em muito, os prejuízos diretos com a corrupção. Mas são legais, porque sustentados por legislações, ainda que feitas em benefício próprio de quem legislou. Já a legitimidade e a ética são discutíveis.

E a corporação dos servidores públicos não devolve à sociedade, com a devida prestação dos serviços públicos, os recursos que apropriou na forma de remunerações acima do mercado, sem compromissos com o desempenho e um "penduricalho" de vantagens pessoais.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Um país com Estado fraco (2)

Com a assunção dos Governos petistas houve uma reversão do processo de redução do Estado, com a ampliação e fortalecimento da ação direta através das estatais, mas também a ampliação da ação regulatória, com a criação sucessiva de Agências Reguladoras. 

Por outro lado, mediante benefícios fiscais e financiamentos em condições privilegiadas a determinados setores da economia ou mesmo a determinadas empresas (as chamadas campeãs nacionais) consolidou uma cultura de dependência do setor privado ao Estado. 

Paralelamente os Governos petistas criaram ou desenvolveram amplos programas sociais.

Porém dentro desse processo de fortalecimento e ampliação do Estado Brasileiro, esse foi ampla ou inteiramente capturado por grupos privados, voltados para o uso dos recursos do Estado a seu favor.

O perfil dos novatos (2)

Os novatos estão fascinados com o suposto poder da rede social e se concentrarão no meio virtual.  Poucos se dedicarão aos tradicionais mét...