sexta-feira, 31 de julho de 2015

Desindustrialização e Reindustrialização

Desindustrialização é a decadência do enorme e complexo parque industrial instalado no Brasil, a partir da política de industrialização para substituição de importações. Decadência física caracterizada pelo baixo nível de utilização da capacidade instalada, pela crescente obsolescência tecnológica e redução do contingente de mão-de-obra. 

A indústria brasileira perdeu a competitividade e não tem condições de concorrer com os produtos industriais fabricados em outras partes do mundo, principalmente da China. Está fadada a ficar restrita a nichos de mercado interno, protegidos por dificuldades logísticas ou mediante medidas protecionistas por parte do Governo. Essas são insustentáveis a médio e longo prazo, da tal forma que estamos diante de "morte anunciada".

Mas existem focos não inteiramente extintos que poderão reacender e promover a reindustrialização. 

A condição primeira para a reindustrialização será reorientar a destinação dos produtos industriais brasileiros. Voltar-se para o mundo e não apenas para o mercado interno.

O Brasil está amplamente inserido nas cadeias produtivas globais. As unidades produtivas da maioria das multinacionais mundiais instaladas no Brasil são elos das cadeias produtivas globais.

Só que aqui é o ponto final da cadeia produtiva. 

O Brasil não está inserido nas cadeias de suprimento global, as chamadas "supply chains". O produto da multinacional no Brasil não é destinado ao mundo. Não supre outras unidades mundiais da própria multinacional.


Para voltar a indústria instalada no Brasil para o mundo o país tem que se valer das multinacionais. Porque elas estão instaladas em todo o mundo, implantando e gerenciando as suas cadeias produtivas e de suprimento e não exportam os seus produtos. Ela apenas transferem: transferem a sua produção de um país a outro.

(ver artigo estendido na coluna artigos. É um sumário de uma apresentação feita ontem no Sindicato dos Economistas de São Paulo).

quinta-feira, 30 de julho de 2015

A batalha dos pedestres

As ruas foram tomadas por grandes batalhas: Uber x taxistas; bicicletas x carros, mas a principal delas não ganha destaque na mídia, porque todos acham que a situação é normal. Mas, no dia-a-dia o pedestre enfrenta uma cidade deflagrada, onde ele não tem espaço para circular e o que ele encontra é irregular e esburacada.
A questão, em geral, é colocada como pedestre x carro, com a sua disputa no leito carroçavel, com risco de ser atropelado. As autoridades se preocupam com o atravessar a rua. Mas a principal batalha do pedestre na cidade é com as calçadas ou passeio público.

Em muitos locais as vias foram ampliadas para deixar espaço para estacionamento, sem sacrificar a área de circulação. O sacrificado foram as calçadas e os pedestres, que perderam espaço na via pública. O Prefeito, se efetivamente, quisesse melhorar a vida do cidadão paulistano deveria, em primeiro lugar recuperar o espaço do pedestre. 
O pedestre deveria ter prioridade em relação à bicicleta. Como ele não faz isso, a ciclo faixa é invadida pelos pedestres que, para sorte deles só tem a concorrência eventual de entregadores de bicicleta. 

Uma batalha nas ruas, maior do que o dos ciclistas com os carros é entre esses e os pedestres. E a maior de todas a dos pedestres com os buracos e irregularidades das calçadas. 

(ver o texto estendido na coluna artigos)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Espirito animal do empresário: deixar de recolher os tributos

O Governo espera que com o ajuste fiscal o empresariado recupere a confiança e volte a investir e produzir. 
Quer provocar o seu "espírito animal".
Mas com a crise a sua primeira reação, diante da redução de vendas é postergar o pagamento dos tributos. A arrecadação cai mais que o esperado.
Com isso agrava a necessidade de ajuste e dá partida ao círculo vicioso, em vez do esperado círculo virtuoso.
Esse  movimento é provocado pela elevada taxa de juros. 
Se o empresário tiver que tomar um empréstimo bancário para cumprir as suas obrigações tributárias, preferirá deixar de pagar os tributos. Acha que fica mais barato, corre o risco e espera pelo Refis.
Esse é o verdadeiro instinto animal do empresário. Sobreviver não começa com produzir mais. Começa não pagando os pesados impostos que o Estado impõe ao contribuinte e ao consumidor.
(ver o texto estendido na coluna artigos)

terça-feira, 28 de julho de 2015

pró-carro x anticarro na mobilidade urbana

As questões de mobilidade urbana, até hà pouco tempo vistas apenas como transporte urbano eram tratadas com excesso de racionalidade, buscando aprisioná-las dentro de modelos matemáticos.
A transposição para mobilidade urbana com um escopo mais amplo, mas ainda parcial, levou consigo a racionalidade, passando a virar uma batalha entre os prós e contra os carros. Uma disputa emocional e até radical entre torcidas.
Os pró carros não se manifestam em discursos, tampouco contam com torcidas organizadas e uniformizadas. Apenas usam e tem sempre as suas explicações ou justificativas de porque não deixam de usá-lo. 
Entre eles tem muitos que defendem o não uso do carro  (sempre dos outros) e tem as suas razões para mantê-lo e usá-lo.
A tribo dos com carro tem maior escolaridade e maior renda e não vão deixar de usá-lo, nas grandes cidades. Muitos deles foram morar mais longe, na expectativa de viver melhor.


Os anti-carros durante muito tempo defenderam o transporte coletivo como alternativa. Não funcionou porque era pequena a disponibilidade do metrô, e os serviços de ônibus eram de má qualidade. Em São Paulo, a rede metroviária foi expandida, os trens estão sempre cheios, algumas linhas já foram abertas saturadas, e as vias públicas continuam repletas de carros.

Agora uma nova tribo está emergindo, ainda com poucos componentes, mas assumindo o Poder. Pelo menos o poder setorial. Todos os planos de mobilidade urbana priorizam o uso da bicicleta. Em São Paulo, o Prefeito é o campeão na pintura de faixas nas ruas para o uso de inexistentes bicicletas. A torcida ainda é pequena, mas as organizadas são ativas e uniformizadas. Quando se mobilizam em movimentações de rua, dão a impressão de serem multidões. E mais recentemente, conseguiram a adesão da Presidente.


O risco é transformar a bicicleta numa moda que se esvai rapidamente, como toda qualquer moda. Quem ainda entra em fila para comprar uma paleta "mexicana"?

A bicicleta deve ser promovida como um dos meios de transporte, preferencialmente auxiliar do transporte coletivo. Isso promoveria e ampliaria o seu uso. Não impede que alguns, mais fanáticos, usem como forma de se movimentar diretamente de casa para o trabalho. Quanto tempo vai durar?
O objetivo não deve nem pode pretender substituir o carro. É um grande erro estratégico dos seus defensores.  O uso da bicicleta como substitutivo do carro, para longas distancias é uma moda não duradoura. E vai comprometer a expansão do seu uso.


 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O contra-ataque de Eduardo Cunha

No clima de  Fla-Flu que tomou conta da batalha contra a corrupção, o Juiz Sérgio Moro, com uma conduta impecável, até então, fez um gol com a mão, contra Eduardo Cunha. Mas como toda opinião publicada torce por ele, Moro, aceita que foi com "la mano de Dios". E todos comemoram o gol, com muito estardalhaço.

Cunha está carregando uma derrota e reagiu  de forma brutal, rompendo com o Governo, dando caneladas a torto e a direito, e recorreu ao tapetão para anular o gol irregular. 

Pode ganhar, com Lewandowisky e dar a volta por cima. Mas por pouco tempo.  Subindo o processo para Brasilia, o Procurador Geral vai pedir a autorização ao STF para continuar as investigações. Cunha vai levar novo gol. Mas vai se trancar na defesa, alegando que não existem provas e vai sair para o contra-ataque. Tentará inviabilizar a permanência de Janot influenciando o Senado.

O jogo está no intervalo entre o primeiro e o segundo tempo, com o placar desfavorável a Cunha. Mas a torcida contra ele que não se anime tanto, principalmente com o barulho promovido pela torcida organizada do PT. O gol pode ser anulado e o segundo tempo recomeça no zero a zero. 

Ainda tem muito jogo e derrotar Cunha não é tarefa fácil.  
(ver o texto estendido na coluna artigos, ao final da lista)

 

sábado, 25 de julho de 2015

Uma disputa de argumentos falsos

Diante da realidade irreversível  de chamada de taxista pelo telefone celular, a solução não é proibir o aplicativo. Que é legal.
O que não é legal é o transporte por motoristas que não tem a devida licença municipal para prestar o serviço, devidas as exigências da regulação municipal. O Uber comete o erro de anunciar um serviço para conectar taxistas com o usuário. O seu taxista é pirata, realizando serviços ilegais.

Dai há duas soluções, ambas radicais: desregulamenta-se inteiramente a prestação dos serviços e qualquer motorista pode prestar os serviços, cobrar pelos mesmos e ficar sujeito apenas ao Código de Defesa do Consumidor. 

Se você levantar o braço na rua, qualquer um pode lhe oferecer o serviço. Ou o Uber quer substituir um oligopólio por um monopólio? O dos aplicativos.

A outra é estender a regulamentação e exigir que o motorista cadastrado no Uber seja cadastrado também na Prefeitura e tenha que pagar os mesmos tributos dos demais taxistas. Todo mundo vira taxista.
(ver o artigo completo na coluna artigos)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Auimenta o risco do impeachment de Dilma

Além do fato motivador que poderá ser a rejeição das contas de 2014, é preciso instaurar o processo. Com o Presidente do Senado deixando a fidelidade e o da Câmara se declarando oposição, isso não será difícil.
A questão crítica é a posição dos congressistas que, em primeiro lugar, querem saber a posição dos seus eleitores. 
Querem saber se eles foram contaminados pela opinião publicada que domina a cena de Brasilia. Os congresssistas são muito afetados pelo que diz e mostra a mídia e os movimentos das elites metropolitanas.
Embora voltem para as suas bases no final de semana, o tempo não é suficiente para conhecer mais amplamente o seu eleitorado. Com o recesso parlamentar eles terão essa oportunidade. 
Se perceberem que o seu eleitorado não foi contaminado e permanece fiel a Dilma, em quem votaram em 2014, eles voltarão ao Congresso em dúvidas. Se verificarem que os eleitores dela e seus estão descontentes e contra ela, voltarão dispostos ao impeachment. 
O recesso pode  a peça chave.
(ver o texto estendido na coluna artigos)

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Plataformas de produção para o mundo

O Brasil por estabelecer plataformas de produção apenas para o seu mercado interno e gerar um estigma contra as plataformas de exportação, ficou com escalas de produção de pequeno porte e tecnologias defasadas. O Brasil é um produtor industrial de produtos de penúltima geração, com baixa produtividade e competitividade.

Com a abertura do mercado e ingresso maior de produtos de última geração, a indústria no Brasil vem definhando, caracterizando a desindustrialização. 
Não ocorre apenas a perda de mercados externos, mas também de parcelas significativas do mercado interno.

Para a sua reindustrialização a condição básica é reorientar as suas plataformas produtivas para o mercado mundial, envolvendo tanto o mercado nacional e da vizinhança, como todos os demais mercados, principalmente os dos países mais desenvolvidos.

Com essa redefinição das suas plataformas produtivas para destinação mundial poderá atrair as multinacionais a aumentarem os seus investimentos diretos, reorientarem o seu portfólio de produtos, para incorporar os de última geração e também aumentarem os investimentos em pesquisa & desenvolvimento.

(ver o texto estendido na coluna artigos, ao fim da lista)

quarta-feira, 22 de julho de 2015

O patrimonialismo: a grande doença que ataca o estatismo

Todas as formas de organização coletiva estão sujeitas à doença do patrimonialismo, com as suas duas principais formas: o empreguismo, com a agravante do nepotismo e a corrupção. 


A maior delas é o Estado e significa a apropriação privada por alguns dos recursos de toda coletividade.

Diante da ocorrência do fenômeno são propostas duas alternativas:
  1. a redução do papel do Estado e a consequente diminuição do seu tamanho, o que reduz o empreguismo, mas não a corrupção;
  2. atacar diretamente a ocorrência da corrupção no seio da máquina estatal.
Com a operação Lava-Jato estamos assistindo uma aparente efetivação da segunda alternativa. Aparente porque ataca  um dos lados do processo: o que paga, porque é corruptor ou porque é extorquido. Em relação ao outro lado, só alcança os "peixes miúdos" pouco afetando os graúdos que são os mentores e principais apropriadores dos recursos coletivos privados ou públicos.

(ver o texto estendido, linkando na coluna artigos, no final da lista)

terça-feira, 21 de julho de 2015

Brasil para dentro ou para fora?

O Brasil está em crise, com uma economia estagnada, por estar voltado para dentro, ao contrário da China e da Índia os seus colegas entre os emergentes, que continuam crescendo acima de 5% ao ano.
E o Brasil ainda coloca a culpa do seu pífio desempenho econômico a uma desaceleração do crescimento chinês que teria caido de um patamar de 10% ao ano para 7%.
O Brasil tem todas as condições para sair da crise, voltando-se para o mercado mundial, menos uma: uma liderança política com essa visão e capaz de conduzir o país nesse rumo.

O que falta para a formação ou emergência dessa liderança?
Seria a não percepção de sua falta?

(ver o texto estendido na coluna artigos)


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Baixo clero x opinião publicada

A guerra real em curso é entre o "baixo clero" da Câmara dos Deputados, que domina numericamente a casa parlamentar e a opinião publicada que, representando um importante segmento da sociedade brasileira, quer extirpar o que considera o grande "cancro" da política nacional.

O baixo clero, em geral, submerso é representado e configurado por Eduardo Cunha, envolvido (ainda que juridicamente não provado) no superesquema de corrupção instalada dentro da Petrobras. 

Eduardo Cunha,  embora ainda não julgado judicialmente já foi julgado e condenado pela opinião publicada e reage atacando o Governo.

As batalhas visíveis serão entre Eduardo Cunha e o Governo, mas o jogo real será em torno do eleitorado da opinião não publicada que elege a maioria da Câmara dos Deputados. Com que posições os deputados do baixo clero irão satisfazer os seus eleitores e garantir a sua reeleição?

Derrubar a Presidente passou a ser o grande objetivo do baixo clero para firmar o seu poder e demonstração de força.

A força está com o baixo clero. A opinião publicada quer tirá-la. Conseguirá? Essa é a real batalha política.

(ver o texto estendido no artigo de mesmo título)

sábado, 18 de julho de 2015

Ato de desespero ou estratégia arriscada?

Eduardo Cunha está sob fogo cruzado, mas diversamente de outros políticos que procuram agir com moderação, ele sai ferozmente para o contra ataque.

Coloca a sua palavra, de um deputado federal e agora Presidente da Câmara conta a de um delator, que depois de omitir ou desmentir a sua participação em depoimentos privados o denuncia num evento aberto. 

Adota junto ao seu eleitorado (os mais de 500 deputados federais) a teoria do dominó. Caracteriza o que está ocorrendo como uma guerra de grupos sociais contra a classe política. E que ele é o anteparo para a preservação desta. Se ele cai a casa toda cai.  

No que ele está certo. A sociedade organizada não quer apenas a queda dele, mas de toda uma classe política apodrecida. 

Reforça com a teoria da conspiração. Quem quer derrubá-lo é o Executivo. Seria o antes ele do que ela. 
Se ela diz que não vair cair e vai lutar com unhas e dentes, agora o inimigo apareceu na liça, e como os gladiadores é ela ou eu. Alguém tem que morrer.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Percepção equivocada do confronto Uber x taxista

O concorrente do Uber não é o taxista, mas outros aplicativos como o 99 Taxis e o Easy Taxi. 

Os concorrentes dos taxistas são os motoristas particulares que prestam irregularmente um serviço de transporte público, sem ter a devida licença, sem pagar os tributos.

O Uber é uma atividade contraventora porque facilita e promove uma atividade irregular, uma pirataria. Isso porque o Estado estabelece que o serviço de transporte profissional de uma pessoa a terceiros, que paga pelos serviços é sujeito à licenciamento e a regras públicas. 

O erro está nessa regulação ultrapassada e inadequada. A saída é a desregulação. Não só dos serviços de taxi. Mas de muitas outras corporações.

A evidencia do Uber vem colocar em cheque o modelo das relações de trabalho que se instalou no mundo com a revolução industrial, gerando as legislações trabalhistas e os sindicatos.

O Uber traz à tona os milhares de trabalhadores por conta própria, que são mais numerosos que os empregados celetistas ou similares no mundo. 

Que não são micro ou nanoempreendedores como se sofisma, mas "viradores": "se viram" para sobreviver.

(ver o texto estendido na coluna artigos)




quinta-feira, 16 de julho de 2015

Economia verde: avanço ou atraso?

O Brasil tem potencial para ser a principal economia verde do planeta no futuro. Quer fazer isso destruindo a economia negra que ainda domina a sua economia e a do mundo. Uma economia movida a petróleo.
Dois fatos recentes são marcantes. Os blocos de petróleo do pós-sal, portanto fora do questionamento do regime de partilha, leiloados em 2013 até agora não foram concretizados por falta de licenciamento ambiental para a realização das pesquisas geosísmicas.
O leilão de blocos promovido pelo México, depois de quase oito décadas de monopolio estatal, foi um fracasso. Nenhuma dos grandes players mundiais do P&G apresentaram propostas.
Os ambientalistas com a sua persistente guerrilha estão conseguindo os seus objetivos: atrasar os empreendimentos, encarecê-los e torná-los menos atrativos do ponto de vista econômico. 

Mas, por outro lado, o acordo nuclear com o Irã e a suspensão do embargo econômico, coloca no mercado mundial um novo volume de petróleo, mais barato que dará uma sobrevida à era (ou idade) do petróleo.

O futuro indica um grande confronto entre uma economia verde, ambientalmente mais correta e a sustentação da economia negra, que afeta o clima a partir de qualquer local da terra em que se pratique.

(ver texto completo na coluna artigos) 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Quem vai se candidatar em 2018?

Com a Operação Lava-Jato desmontando os esquemas tradicionais de financiamento das campanhas eleitorais, o cenário de 2018 dependerá da aprovação ou não do financiamento público.

Se esse não for aprovado, os candidatos e os partidos dependerão da captação de recursos difusos e ninguém está mais organizado nesse processo do que as Igrejas Evangélicas.

Elas já se anteciparão em 2016 com um preposto de grande popularidade em São Paulo: Celso Russomanno quebrando a eventual dicotomia petista Marta x Haddad.

E para 2018 esperam que Eduardo Cunha, se safe da Operação Lava Jato. Se não conseguir, pastor Marcos Feliciano ou pastor Everaldo estão prontos para assumir o espaço.

Edir Macedo é ou quer ser o Berlusconi brasileiro. Sem necessariamente aparecer em primeiro plano.

(ver o artigo completo acessível pela coluna artigos, do lado direito do blog).

terça-feira, 14 de julho de 2015

O futuro de longo prazo passa pelo curto prazo

Pensar o futuro do Brasil no longo prazo é preciso. 
Sem se perder nas questões cotidianas no momento atual e das perspectivas de curto prazo. 

O futuro de longo prazo começa num ponto futuro próximo que seria 2018. Quando haverá eleições gerais e os candidatos deverão se posicionar diante de algumas disjunções fundamentais, que definirão os rumos subsequentes:
  • uma economia voltada para dentro ou para o mundo?
  • aceitar ou não uma economia baseada em commodities?
  • avançar ou não para o mundo digital?
Na transição, seja com Dilma ou sem Dilma, como chegaremos a 2018? Qual será o cenário básico para as trajetórias que os candidatos deverão propor para o país? 

Eles ousarão propor? Terão repercussão nos corações e mentes dos eleitores? Ou repetirão mais do mesmo? 

 

Um bom ou mau projeto? (4) - Reindustrialização

Dentro da perspectiva de que o Brasil para se tornar um país desenvolvido precisava ter uma indústria própria. Até os anos 80 a indústria fo...