quarta-feira, 25 de abril de 2018

O processo decisório do eleitor

A decisão final do voto do eleitor para deputado federal, envolve dois elementos principais:
a visão dos seus interesses ou desejos que espera em relação aos políticos e a lista de candidatos, cada qual com antecedentes e propostas para atendimento daqueles interesses ou desejos, atendendo aos interesses públicos.

A visão do eleitor do interesse público é limitada "até onde a vista alcança". Essa visão pode ficar restrita à expectativa de solução dos problemas de responsabilidade pública, da sua rua, do seu bairro, da sua cidade, ou irá além do que consegue conhecer "a olho nú", abrangendo as questões regionais, estaduais, nacionais ou até mundiais.

terça-feira, 24 de abril de 2018

O discurso da renovação

Os eleitores, na maioria esperam dos deputados federais e senadores o apoio às suas reivindicações específicas e da sua comunidade, dentro do seu mundo "até onde a vista alcança".

Algumas legislações, no entanto, afetam diretamente a vida cotidiana, como a reforma da previdência, o valor do salário minimo, criminalização ou não do aborto, casamento homossexuais e outras questões dos costumes.

Essas últimas questões, tem dado suporte à eleição de evangélicos, contrapondo conservadores e liberais ou "modernizantes".

sexta-feira, 20 de abril de 2018

As dificuldades de Dória

Ao contrário do que alguns acham, João Agripino não foi eleito Prefeito de São Paulo, pelos votos anti-pt ou anti-esquerda. Foi eleito com os votos dos petistas descontentes com o Dr. Haddad que prefere os gabinetes e as salas de aula, do que ir conversar com os pobre nas periferias da cidade.
Eles tendem a não votar novamente em Dória Jr e tem a alternativa de Márcio França.
No interior Dória Jr terá que enfrentar a cautela dos Prefeitos, mesmo os do PSDB, com a caneta de Márcio França. 
O seu principal adversário no primeiro turno é Paulo Skaf e não Márcio França. Está disputando o primeiro lugar, mas pode ficar em terceiro, como ocorreu com Celso Russomanno em São Paulo, em 2016.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

O "fenômeno" PP

O notável crescimento do PP tornando-se a segunda maior bancada na Câmara Municipal, podendo superar o PT, como a maior bancada eleita a ser eleita em 2018, não é nenhum fenômeno sobrenatural.
É um processo gradual, pragmático e transparente que a miopia da opinião publicada e seus arautos recusaram a aceitar. Porque não atende aos seus parâmetros sobre como deveria funcionar a política. 
Enquanto os cientistas políticos tentam entender o fenômeno, Ciro Nogueira segue atuando pragmaticamente.

O PP é o maior partido dos "despachantes políticos", também caracterizado como "fisiológicos".  E também o maior partido do "Brasil ao norte" e pouco aceito (e por isso pouco percebido) pelo "Brasil ao sul" onde se concentra a opinião publicada.

Enquanto os partidos maiores estão preocupados com a Presidência de República, o PP de Ciro Nogueira foca a bancada na Câmara dos Deputados. Percebe que a força política real está na Câmara dos Deputados, porque todo Presidente da República, quem quer que seja depende daquela. E trabalha para o seu fortalecimento, contando além do mais que a distribuição dos recursos públicos para os partidos é feita segundo o volume das bancadas eleitas. E foi agraciado pelo financiamento público das campanhas, paralelamente à proibição das doações empresariais.

A pergunta que não quer se calar é: porque os grandes partidos deixam os espaços abertos para a conquista do poder legislativo pelos PPPs da vida? Não é um processo subterrâneo, clandestino. É transparente e altamente visível. Seria por miopia?

O fato é que o poder legislativo em 2019 será dominado pelo antigo "baixo clero", agora caracterizado como "centrão". E dentro desse haverá a disputa pelo poder entre os "ascendentes", com o retornante PFL, agora Democratas, sob liderança de Rodrigo Maia. 

Para o entendimento, em termos futebolísticos, PP ascendeu da série B, para a A. O DEM tinha sido rebaixado, para a série B, mas retorna à série A. Manteve a imagem de clube grande. 

terça-feira, 17 de abril de 2018

O poder do mito

Lula,diante das investidas para condená-lo pela suposta chefia da maior organização criminosa, montada no país, tinha duas opções pessoais:
  • aceitar a derrota, render-se e seguir recorrendo às instancias judiciárias, dentro do previsto em lei;
  • não aceitar a derrota, postar-se vítima de golpe ilegal e buscar apoio externo, considerando-se vítima de um Estado autoritário e persecutório, em todos os poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. 
Ao se considerar vítima de golpe do Judiciário, contestando a sua imparcialidade e legitimidade, coloca-se contra a corporação. E será tratado com o máximo rigor da lei. 
Aceitando a condenação e a prisão como derrota, irá se preparar para a revanche, para um retorno triunfal. Não pode pensar em retorno imediato ou de curto prazo. A sua batalha não é 2018. Será 2022 ou 2026. 
Mantido preso, deixará de ser uma pessoa material para se tornar uma ídéia (como ele se auto-denomina) ou um mito. A idéia é o lulismo.
Como mito passa a ser uma divindade a ser cultuada. 

O seu foco deveria ser a sobrevivência do lulismo e não dele pessoal. 
Tem efetivamente que se transformar em idéia e em mito. O seu instrumento será "as cartas do cárcere".
Não para manter a versão de vítima de um golpe judicial. Mas para disseminar a "idéia". 

sábado, 14 de abril de 2018

O que fazer com o óleo de soja?

O Brasil pode exportar mais farelo de soja, em vez do grão. Como produto semi-manufaturado, supostamente teria maior valor agregado. O que nem sempre é verdade.
Isso porque o farelo é subproduto, é resíduo da produção do óleo de soja, esse sim, com maior valor agregado. 
Para produzir mais farelo será necessário produzir mais óleo. Nesse caso, o que fazer com o óleo de soja? 

Uma  alternativa está na transformação do óleo de soja adicional em biodiesel. 
Há ainda um grande potencial de mercado para substituir o diesel mineral pelo diesel vegetal, tanto no mercado nacional como no internacional. Há muitas objeções e resistências


O importante é definir o rumo  como estratégia do país, com a definição de políticas públicas correspondentes.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Uma guerra não reconhecida

A intervenção militar no Rio de Janeiro não tem estratégias pacíficas, embora o objetivo final seja a de pacificar o Estado do Rio de Janeiro.

Tiroteios não são anormais dentro do ambiente de guerra. 
O anormal foi a entrega pelo Estado, da gestão das comunidades, as favelas cariocas.
O que assiste agora é a consequência normal de uma guerra. Haverá ainda muitos mortos e feridos.

A entrega das comunidades não foi um ato legal, precedido de licitação pública, como manda a constituição federal. Foi a entrega por omissão.

E essa abertura de espaço  está sendo disputada por diversas facções criminosas, a tiro. A maior parte dos tiroteios é dessa disputa ou guerra entre facções. No qual a população civil fica no meio, com o risco de ser atingida por alguma bala perdida. 

O processo decisório do eleitor

A decisão final do voto do eleitor para deputado federal, envolve dois elementos principais: a visão dos seus interesses ou desejos que esp...