sexta-feira, 23 de junho de 2017

Demanda 4.0


O que a 4ª Revolução Industrial irá gerar de mudança significativa na vida das pessoas? Será o robô? O que a Internet das Coisas irá afetar o modo de viver? Ou será o barateamento de coisas que hoje já existem, mas são pouco acessíveis à maioria das pessoas, em função do seu custo?

A proposta japonesa para a sociedade 5.0 traz algumas dicas, em função do envelhecimento da população. A questão levantada não é apenas a inversão da pirâmide etária ou a previdência social. Mas também, o que esses "velhos" ou "jovens idosos ou idosos jovens" irão fazer com o seu tempo, já que não tem que ou não precisam utilizá-lo para trabalhar?


Ou seja, um dos maiores problemas futuro da humanidade é adequar a forma de viver com o chamado tempo ocioso? E como a tecnologia, as inovações ajudarão a ajustar a vida dessas pessoas? Para que eles não pensem em abreviar uma vida fisicamente possível, mas monótona, repetitiva, sem desafios e com poucas alegrias.

Atender às demandas futuras, algumas delas ainda nem percebidas, deverá ser o foco das inovações.

O avanço da 4ª Revolução Industrial não irá ocorrer sem uma Demanda 4.0.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ganhar perdendo

O desenrolar da apreciação da Reforma Trabalhista confirma a suspeita de que não foi descuido, mas intencional a derrota na Comissão de Assuntos Sociais.
Se o objetivo do Governo é não retardar demais a aprovação da Reforma Trabalhista que dá como certo em plenário, não lhe interessa deixar a oposição agir para travar o máximo possível a tramitação.
Como tentou e conseguiu parcialmente ontem na Comissão de Constituição e Justiça.

A oposição no Senado, liderado pelo Senador Lindbergh já anunciou publicamente que o objetivo é retardar o processo, uma vez que considera improvável derrotar em plenário, com a manutenção de Temer como Presidente.  O atraso seria dentro da perspectiva de queda do Presidente.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Vitória de Renan

O resultado desfavorável no processo de apreciação do projeto da Reforma Trabalhista, mais um vez, não é o que parece à primeira vista.
Indubitavelmente foi uma vitória a ser comemorada pelo PT e pelos opositores da reforma. Mas não devida a eles. Foi manobrada por Renan Calheiros que ainda procura mostrar poder e sua aproximação com o PT de Lula. Com vistas à sua reeleição e a de
seu filho em 2018.
Aproveitou a ausência do Senador Sergio Petecão e com o voto de dissidentes que seguiram a sua orientação, derrotou Romero Jucá, Marta Suplicy e, indiretamente, Michel Temer. 
Foi um claro descuido do Governo. Ou teria sido mais um lance estratégico? 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Me engana que eu gosto!

O Presidente Temer está sob forte pressão, com vários riscos de ser desalojado do poder.
Acredita, como muitos outros, que só a melhoria da confiança dos agentes econômicos e a reanimação da economia lhe dará fôlego para completar a caminhada pela precária pinguela.
E ele deve ter pedido: me arrumem uma agenda positiva!!!
Ai não faltam bajuladores ("puxa sacos" em linguagem popular), sem criatividade, para propor "agendas positivas". Para restabelecer ou reforçar o nível de confiança do "mercado". 
Voltam a repetir o modelo fracassado e ultrapassado do PAC, dando-lhe nova roupagem. Já colocamos aqui que o tal "Avançar" é um retrocesso, uma volta ao passado que gerou a crise atual.


O lançamento do Avançar com volumes inflacionados de investimentos para os quais a União não tem recursos não irá melhorar a confiança do mercado. Ao contrário irá aumentar a desconfiança, com o receio de maior intervenção do Estado na economia.

E paira sob a cabeça dos empresários o medo maior: de que o Governo para financiar o suposto Avançar, queira aumentar os impostos. 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O auge do patrimonialismo. Será também a sua queda?

O patrimonialismo brasileiro, isto é, a captura dos poderes e recursos públicos pelos detentores do poder, em benefício próprio ou partidário, não é novo.
Mas foi amplamente expandido e institucionalizado como "modelo de governo" pelo PT. 
Para sua viabilização aceitou as facções do PMDB como sócia. Para o caso específico do "petrolão", teve que aceitar o PP como sócio, por ter sido esse o "inventor" do esquema.

A Operação Lava-Jato destroçou o PT e deu margem a um "golpe parlamentar" para tirá-lo do comando do esquema e ser assumido pela facção do Michel. O qual continuou com a espúria PPP com o grupo Friboi.

Esse, para tentar estancar o mecanismo e sobreviver, associou-se a um "golpe judicial" para retirar do poder a "facção criminosa" que nele se instalou.

Ainda que não consiga, foi um "golpe arrasador" no patrimonialismo. 

A questão agora é saber se o patrimonialismo será inteiramente extirpado da política brasileira, ou retornará mais à frente? Até fortalecido. 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

O destroçamento do PMDB em 2018

O PMDB vai ser destroçado  nas eleições parlamentares de 2018. Como foi o PT em 2016.
Nem a permanência de Temer na Presidência, a aprovação das reformas e a recuperação da economia serão suficientes para evitar o desastre. 

A esta altura dos acontecimentos, ninguém quer ter a sua imagem ligada a um Presidente, sabidamente corrupto. 

O que ainda o mantém no Poder é a conveniência de aprovar as reformas, manter a política monetária e - supostamente - promover a retomada do crescimento econômico.

A cada dia que passa, fica evidente que a economia seguirá a sua rota de recuperação, infensa à crise política. 

O Brasil não inova, nesse sentido. O mesmo ocorreu na Itália, com a Operação Mãos Limpas, a reação dos políticos, a eleição de Berlusconi e enfraquecimento político. A economia italiana resistiu a todos os trancos.

O PMDB conta hoje com a maior bancada dentro da Câmara. Poderá voltar à mesma, em 2019 como um partido nanico. 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

A crise do mercado de luxo

O comércio em geral vem apresentando melhoras. Os índices globais do comércio varejista indicam melhora.  Em São Paulo, o comércio de rua estava cheio às vésperas do dia dos namorados. Em contrapartida, os shoppings de luxo, vazios.
O comércio de luxo ainda está em crise, com perspectivas de piora. 
O comércio de luxo tem sido movimentado e dinamizado por dois fatores, ora em decadência.
O primeiro é a corrupção. Grande parte dos valores da corrupção, quando dirigida a benefícios pessoais, é gasta no comércio de luxo. Ou era.

O segundo fator é que a maioria dos ricos que gastam, eles próprios ou seus familiares, no mercado de luxo, são rentistas, que usam o rendimento das suas aplicações.
Esse rendimento caiu muito, com a redução da taxa de juros.  A renda disponível para gastos, vem caindo, com perspectivas de continuar caindo. 

Para eles e para o mercado de luxo, as notícias de que o Banco Central vai continuar reduzindo as taxas, até mantendo corte de 1% a cada sessão, são péssimas. 

O mercado brasileiro de luxo vai ter que se reinventar, depois da Lava-Jato e de Ilan Goldfajn.